O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou nesta 2ª feira (29.jun.2026) que a eleição presidencial de 2026 deverá ser “apertada” e que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá como estratégia comparar indicadores econômicos e sociais do atual governo com os da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi dada durante visita ao Instituto Federal de São Paulo, na capital paulista.
Questionado sobre a pesquisa Nexus divulgada nesta 2ª feira (29.jun) que mostra Lula e Bolsonaro tecnicamente empatados em uma eventual disputa de 2º turno, Haddad afirmou que o debate eleitoral deveria se concentrar em dados oficiais.
“Eu acredito que vai ser uma eleição apertada, não vai ser uma eleição simples, porque, na minha opinião, a gente tem que tentar fazer com que o eleitorado brasileiro se baseie em dados para tomar uma decisão sobre o destino do país”, disse.
Segundo o ex-ministro, os indicadores econômicos e sociais do atual governo são superiores aos registrados durante a gestão Bolsonaro.
“Você pega na economia. Não tem um único dado da economia brasileira –crescimento, desemprego, inflação, desigualdade, IDH– que não seja muito melhor hoje do que no governo Bolsonaro”, afirmou.
Haddad disse que o principal desafio da campanha será enfrentar o que classificou como “conflito de narrativas” com informações baseadas em estatísticas oficiais.
“Tem muita propaganda, muito conflito de narrativa. Então, todo o nosso esforço, tanto no plano estadual quanto no plano nacional, é falar dos dados”, disse.
O ministro afirmou ainda que pretende comparar os resultados do governo federal com os de administrações estaduais comandadas pela direita.
“O Brasil melhorou ou piorou de 4 anos para cá? Eu não tenho dúvida sobre qualquer aspecto. Se você olhar a educação, o Brasil melhorou. Em São Paulo, não. A saúde no Brasil melhorou. Em São Paulo, não”, afirmou.
“Eu trabalho com fato. Toda afirmação minha vem acompanhada de um dado. Porque falar é fácil, comprovar é difícil. Toda fala tem que vir acompanhada da fonte. É o IBGE? É o Ipea? Qual é a sua fonte de dado? Com isso, a gente leva a verdade para a população. Essa vai ser a estratégia da nossa campanha”, disse.
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