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Governo Lula libera R$ 4 bi para Desenrola Adimplentes e Fies

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou, nesta 2ª feira (29.jun.2026), o Desenrola Adimplentes e o Fies Empreendedor. Os programas utilizarão R$ 4 bilhões em recursos do Tesouro Nacional para ampliar o acesso ao crédito de trabalhadores informais e estudantes que mantêm o financiamento estudantil em dia.

Do total, R$ 3 bilhões serão destinados ao Desenrola Adimplentes e R$ 1 bilhão ao Fies Empreendedor. Os recursos serão usados em operações financeiras reembolsáveis e não terão impacto sobre o resultado primário das contas públicas.

No caso do Desenrola Adimplentes, o montante do Tesouro será combinado ao das instituições financeiras em um modelo de financiamento para viabilizar empréstimos com juros reduzidos. 

No Fies Empreendedor, o valor será usado para financiar a nova linha de crédito destinada a ex-estudantes. Em ambos os casos, o risco das operações ficará com as instituições financeiras.

Durante o lançamento, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a iniciativa amplia o alcance do Desenrola, que, segundo ele, já beneficiou 7,5 milhões de famílias.

“O valor que a gente defende no Desenrola é o pagamento em dia das contas. Os depoimentos que ouvimos mostram que as pessoas queriam pagar, mas não estavam conseguindo”, declarou.

Segundo Durigan, o Brasil registra atualmente uma taxa histórica de ocupação, com mais de 100 milhões de pessoas trabalhando, aumento do emprego formal e redução da informalidade. Para ele, faltava uma política voltada aos trabalhadores que permanecem no mercado informal.

DESENROLA ADIMPLENTES

O Desenrola Adimplentes será destinado a trabalhadores informais com operações de crédito pessoal de até R$ 15.000. O limite considera o saldo devedor remanescente do contrato no momento da renegociação. Poderão aderir trabalhadores que tenham quitado pelo menos 4 parcelas do empréstimo e estejam em dia ou com atraso máximo de 90 dias.

Eis as regras: 

  • renegociação: dívida nova para a quitação integral da anterior;
  • taxa máxima: 1,99% ao mês;
  • prazo: o remanescente da dívida original, com ampliação de no máximo 6 meses; 
  • limite: prestação de no máximo 90% da dívida original;
  • novo crédito: possibilidade de crédito adicional de até 50% do saldo devedor da dívida original;
  • garantia: FGO de 50% nas primeiras perdas da carteira, com 100% de garantia por operação.

O ministro de Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que os R$ 3 bilhões destinados ao Desenrola Adimplentes não representam novo aporte ao FGO (Fundo Garantidor de Operações). Trata-se de uma linha financeira do Tesouro que será combinada aos recursos dos bancos para reduzir os juros das operações.

Moretti afirmou que o programa será aberto a todas as instituições financeiras interessadas, mas disse que, inicialmente, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil já sinalizaram adesão.

A equipe econômica espera beneficiar de 200 mil a 500 mil trabalhadores, o equivalente a quase meio milhão de famílias.

FIES EMPREENDEDOR

O governo também criou o Fies Empreendedor, linha destinada a estudantes que quitaram ou mantêm em dia o financiamento estudantil. O objetivo é o financiamento da atividade empreendedora.

Eis as regras: 

  • juros: 11% ao ano –ou seja, 0,87% ao mês; 
  • limite: R$ 180 mil se PJ (pessoa jurídica) ou R$ 80.000 se PF (pessoa física).

O programa poderá beneficiar cerca de 100 mil estudantes.

Durante o evento, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou que a iniciativa busca reduzir as dificuldades enfrentadas por jovens de baixa renda para empreender depois da graduação.

“Hoje, com essa linha de crédito, que é a mais barata entre todas as linhas subsidiadas do país, nós vamos conseguir dar oportunidade para que esse jovem possa empreender”, disse. 

Segundo o ministro, a política beneficiará principalmente jovens negros, indígenas, quilombolas e moradores das periferias que concluíram o ensino superior pelo Fies.

Questionado sobre avaliações do Banco Central de que medidas de estímulo podem pressionar a inflação, Durigan disse que o programa não altera o cenário macroeconômico porque substitui empréstimos já existentes por crédito mais barato.

BETS

Como contrapartida para acessar as linhas, novos beneficiários ficarão 6 meses impedidos de acessar plataformas de apostas on-line. No caso do Desenrola Inadimplentes, lançado em maio, a restrição é de 1 ano.

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