O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 6ª feira (26.jun.2026) que “está cheio de nego maluco no mundo” e criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), ao dizer que ele pretende “tomar” a Groenlândia, o Canadá e o Canal do Panamá. A declaração foi feita durante o lançamento ao mar da fragata Cunha Moreira, em Itajaí (SC).
O contexto das falas foi a cerimônia de batismo da 3ª embarcação do PFCT (Programa Fragatas Classe Tamandaré). No evento, Lula defendeu mais investimentos em defesa nacional e afirmou que incluirá a elaboração de um projeto estratégico para as Forças Armadas e a modernização de equipamentos militares no plano de governo de sua campanha à reeleição.
“Eu não quero guerra, mas também não quero ser pego de surpresa. Eu não quero constatar que eu não tenho nada, sabe, eu tenho de me cuidar […]. Está cheio de nego maluco no mundo. Agora mesmo, o presidente americano quer tomar a Groenlândia, o Canadá, que vai virar Estado dele. Quer tomar o Canal do Panamá. Onde é que nós estamos?”, indagou.
Defesa como prioridade
Lula afirmou que os investimentos na área não podem se limitar à reposição de equipamentos deteriorados. Segundo ele, o país precisa definir um projeto estratégico antes de estabelecer o modelo de defesa necessário.
“Não é possível que a gente não coloque a defesa como uma coisa extremamente urgente e prioritária. A gente não pode discutir defesa apenas repondo aquilo que estragou. É preciso que a gente defina um projeto de país que a gente quer e, definindo que país a gente quer, [é possível estabelecer] que defesa precisamos para garantir este país”, disse.
O presidente declarou que o Brasil precisa estar preparado para proteger seu território diante de possíveis ameaças externas e anunciou que pretende ampliar os investimentos na área.
“Nós precisamos construir um projeto estratégico. E a gente vai ter de ter dinheiro para colocar esse projeto em andamento, para que as pessoas saibam que não queremos briga com ninguém, não queremos invadir ninguém, não queremos guerra com ninguém, mas que nós estaremos preparados para defender os nossos 8,5 milhões km² e 215 milhões de habitantes”, afirmou.
Lula acrescentou que a defesa nacional fará parte das prioridades de seu plano de governo para a campanha à reeleição, ao lado de investimentos em equipamentos militares e na estrutura das Forças Armadas.
