O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar privatizações e defendeu, nesta 5ª feira (25.jun.2026), uma atuação mais estratégica da Petrobras. Durante evento de retomada das obras da fábrica de fertilizantes de Três Lagoas (MS), o petista afirmou que há presidentes que atuam como “vendedores de coisas públicas a preço de banana” e questionou os resultados da venda de ativos estatais.
“Eu queria que aparecesse um gênio na frente da empresa e explicasse o que o povo brasileiro ganhou com a privatização da BR Distribuidora”, disse. O petista também citou a venda da Liquigás e da Eletrobras. “Gostaria que alguém me explicasse por que privatizar a Eletrobras, qual foi o ganho do Brasil. A qualidade da energia melhorou?”, questionou.
Lula criticou governos que tentaram reduzir a participação da Petrobras na economia. “Vira e mexe aparece um governante neste país que quer vender a Petrobras. Quando eles percebem que não vão poder vender a estatal, começam a vender pedaços”, disse.
“O cara não sabe governar, não tem competência, então decide vender. Se ele quer ser um vendedor e não um governante, que procure outra profissão. Governar é para quem sabe governar”, afirmou.
O chefe do Executivo também disse que não há justificativa para que uma unidade dessa “magnitude” tenha permanecido parada por mais de uma década.
Lula afirmou que esperava ver a fábrica concluída até 2013. “Em 2014, as empresas que estavam com a responsabilidade de fazer deviam estar com processo na Lava Jato; elas fraquejaram e as obras ficaram paradas”, disse.
Em 2014, as responsáveis pela fábrica de fertilizantes eram a Petrobras, a Sinopec (estatal chinesa de energia) e a Galvão Engenharia. A estatal brasileira rescindiu o contrato por falta de pagamento a fornecedores e trabalhadores. A Galvão Engenharia foi alvo da operação Lava Jato e o então presidente do grupo, Dario de Queiroz Galvão Filho, foi preso em 2015.
