A IFI (Instituição Fiscal Independente), órgão vinculado ao Senado, atualizou nesta 5ª feira (25.jun.2026) suas projeções para os indicadores macroeconômicos e fiscais do país. Para a inflação, a estimativa é de 5,0% em 2026 e 4,0%, em 2027. As projeções anteriores, respectivamente, eram de 3,9% e 3,5%.
As projeções constam no Relatório de Acompanhamento Fiscal de junho do órgão técnico do Senado. O documento foi publicado nesta 5ª feira (25.jun.2026). Eis a íntegra (2 MB – PDF).
O conflito no Oriente Médio é o principal motivo para a piora na revisão da inflação. “As tensões geopolíticas no Oriente Médio introduziram novos desafios ao cenário internacional, com repercussões sobre os preços de commodities, a inflação global e as condições financeiras”, escreveu a IFI no relatório.
O órgão afirmou esperar que o PIB (Produto Interno Bruto) cresça 2,0% em 2026 e 1,8% em 2027. As projeções anteriores de alta eram de 1,7% e 2,0%, respectivamente.
Segundo a IFI, a taxa Selic deve encerrar o ano em 14,0% e cair para 12,0% ao fim de 2027. As projeções anteriores eram de uma Selic de 12,0% ao fim de 2026 e de 10,5% no ano seguinte.
A IFI estima que as receitas primárias líquidas devem chegar a 18,9% do PIB em 2026 e a 18,7% em 2027, caindo para 18,3% do PIB no médio prazo.
Já as despesas primárias devem atingir 19,2% do PIB em 2026 e 19,3% em 2027, aumentando até 19,9% em 2032 e ficando no nível médio de 19,4% do PIB nos anos posteriores.
A DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral) deve subir de 80,1% do PIB, registrados em abril, para 82,5% ao fim de 2026, avançando até alcançar 102% em 2032 e 115% do PIB em 2036.
