O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), disse na noite de 3ª feira (23.jun.2026) que o Senado norte-americano “forneceu apoio e conforto ao inimigo” ao aprovar uma resolução que o impede de realizar novos ataques ao Irã sem que haja a autorização prévia do Congresso.
“Eu tenho o Irã encurralado, prestes a cair, disposto a nos dar praticamente qualquer coisa”, escreveu Trump em publicação na Truth Social.
O republicano afirmou que o Senado conduziu “uma votação mal planejada e sem sentido”, que disse “ao principal patrocinador do terrorismo no mundo” que os EUA “não gostam” das ações de sua gestão contra o país persa e, por isso, é preciso parar com as ofensivas.
“Ao fazer isso, acabaram oferecendo ajuda e apoio ao inimigo”, declarou. “Esses senadores acabaram tornando meu trabalho mais difícil, mas eu vou concluir isso de um jeito ou de outro, porque eu sempre consigo”, afirmou.

A medida foi aprovada pelo Congresso na 3ª feira (23.jun). Teve 50 votos positivos, 48 negativos e duas abstenções. Ainda existe a possibilidade de que a Casa Branca recorra à Justiça para revogar a decisão.
A Constituição norte-americana exige a autorização do Congresso para o início de um conflito, mas o presidente pode ordenar respostas militares para ameaças iminentes. Foi assim que Trump conseguiu inicialmente atacar o Irã sem precisar da aprovação.
Depois de 60 dias, o presidente precisaria necessariamente da autorização para seguir com as ofensivas. No entanto, o estabelecimento de um cessar-fogo antes do prazo abriu uma brecha.
EUA e Irã já assinaram, na última semana, um memorando para encerrar a guerra de forma definitiva. Porém continuam tensões sobre pontos em aberto, como o enriquecimento de urânio pelo Irã.

