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Tarifaço deve ser tratado como pauta comercial, diz ministro

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta 4ª feira (24.jun.2026) que a questão das tarifas dos EUA deve ser tratada como uma pauta comercial, mas que, às vezes, “assume contornos de natureza política e eleitoral”. As declarações foram realizadas em entrevista ao programa Bom dia, Ministro.

“O governo Lula vem negociando com os EUA desde o 1º dia em que as decisões [do tarifaço] começaram a ser tomadas pelo governo norte-americano. Lamentavelmente, esse tema, que deveria ser apenas tratado como uma pauta comercial, às vezes assume contornos de natureza política e eleitoral, em um oportunismo que me surpreende sempre. Toda vez que surgem na cena algumas figuras com um discurso oportunista, o Brasil paga a conta”, disse o ministro, sem citar nomes.

Márcio Elias Rosa também falou sobre o Pix e declarou que o meio de pagamento “é do Brasil”.

“O Pix é nosso. O terrível problema é que algumas pessoas incentivam o governo norte-americano a ser o que ele sempre foi: muito forte, muito grande e que imagina que pode causar danos à soberania brasileira”, afirmou Márcio Elias Rosa.

O governo dos EUA propôs em 1º de junho uma tarifa de 25% sobre uma ampla lista de produtos importados do Brasil. Leia a íntegra (PDF – 915 kB).

A medida foi apresentada depois de uma investigação comercial concluir que o país adotou práticas consideradas desleais e prejudiciais a empresas norte-americanas.

O documento do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, na sigla em inglês) listou como alvos da apuração temas como Pix, comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. A decisão final sobre a aplicação da tarifa caberá a Trump.

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pediu para falar em audiência pública nos EUA antes da decisão final sobre a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

Segundo o documento apresentado para a inscrição, Flávio deve pedir a suspensão do tarifaço e propor uma “resolução construtiva e negociada das questões identificadas na investigação”. Leia a íntegra (PDF – 160 kB).

O senador deve dizer que a tarifa, “na prática, beneficiaria o governo atual, cuja conduta a investigação descreve”, enquanto prejudicaria os exportadores do Brasil, os importadores norte-americanos, os consumidores dos EUA e a oposição brasileira, “que é a principal vítima doméstica da conduta em questão”.

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