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Líder do movimento pelo fim da 6 X 1 critica Psol por verba eleitoral

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Líder do movimento pelo fim da 6 X 1 critica Psol por verba eleitoral

O vereador do Rio de Janeiro e pré-candidato a deputado federal Rick Azevedo (Psol-RJ), conhecido por liderar o movimento pelo fim da escala 6 X 1, criticou na 3ª feira (23.jun.2026) a direção nacional do partido pela distribuição de recursos eleitorais para as eleições de 2026. Em publicação no X, o congressista afirmou que a sigla está “prestes a repetir o mesmo erro” cometido nas eleições municipais de 2024.

Segundo Azevedo, os critérios adotados pela direção partidária favorecem determinados nomes em detrimento de candidaturas que já demonstraram capacidade de mobilização popular e desempenho eleitoral.

Críticas à direção do Psol

Azevedo citou nominalmente a presidente nacional do Psol, Paula Coradi, e o presidente da federação Psol-Rede, Juliano Medeiros. O vereador afirmou que Medeiros aparece com repasses programados equivalentes ou superiores aos de lideranças ligadas às principais pautas sociais da legenda. Também mencionou Manuela D’Ávila, recém-filiada ao partido, que, segundo ele, deve receber mais recursos do que candidaturas já consolidadas dentro do Psol.

Publicação de Rick Azevedo, criador do movimento VAT, em crítica ao Psol

A manifestação veio depois de a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) também tornar pública sua insatisfação com a divisão dos recursos eleitorais. Em publicação no X, a congressista afirmou estar “chocada e decepcionada” com os critérios adotados pela direção do partido. Erika questionou os repasses para algumas candidaturas e disse que a distribuição atual não reflete o peso político e eleitoral de determinadas lideranças da legenda.

Publicação de Erika Hilton onde ela se diz chocada e decepcionada com a presidente do Psol

O vereador disse ainda que a insatisfação não se restringe à sua candidatura. Segundo Azevedo, lideranças como Erika Hilton, Renata Souza e Carlos Giannazi também manifestaram inconformismo com os critérios adotados para a distribuição dos recursos.

“Essa discussão não é individual; lideranças como Erika Hilton, Renata Souza e Carlos Giannazi também expressaram seu inconformismo. Talvez o problema não esteja nas candidaturas, mas nos critérios”, escreveu.

Como argumento, o vereador relembrou sua campanha de 2024. Segundo ele, a direção partidária destinou menos recursos à sua candidatura do que a outros nomes considerados prioritários. Apesar disso, afirmou ter sido o vereador mais votado do Psol no Rio de Janeiro e ter registrado custo por voto de R$ 2,04, o menor entre os eleitos naquele pleito municipal.

Azevedo também relacionou a discussão ao movimento pelo fim da escala 6 X 1, pauta que o projetou nacionalmente. Segundo o congressista, a mobilização permitiu ao Psol ampliar o diálogo com trabalhadores e setores historicamente pouco representados no debate político.

Na publicação, o vereador também afirmou sofrer ameaças em razão de suas denúncias sobre as condições enfrentadas por trabalhadores. Sem detalhar os episódios, declarou que não aceitará a repetição dos erros que, segundo ele, ocorreram na eleição anterior.

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