O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, encaminhou à AGU (Advocacia-Geral da União), nesta 3ª feira (23.jun.2026), as garantias exigidas pelo governo italiano para a possível extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP). O ministro defendeu a legitimidade da condenação da ex-congressista pelo plenário do STF no caso da perseguição armada em São Paulo. As informações são do g1.
No próximo 1º de julho, a Justiça italiana avaliará o 2º pedido de extradição de Zambelli. Ela foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma. A condenação veio depois de um episódio em que a ex-deputada perseguiu, armada, um homem na véspera do 2º turno das eleições de 2022, no bairro dos Jardins (SP). A motivação teria sido uma discussão política.
Em maio, a Suprema Corte de Cassação da Itália rejeitou o pedido de extradição de Zambelli referente a outra condenação de 10 anos, pela invasão dos sistemas do CNJ com auxílio de um hacker. O objetivo das invasões era inserir falsos alvarás de soltura e mandados de prisão contra o também ministro do STF, Alexandre de Moraes.
A rejeição veio porque os magistrados italianos questionaram a imparcialidade do caso, apontando que Moraes atuou ao mesmo tempo como julgador e como vítima de um dos crimes.
Para contrapor o argumento de parcialidade, Gilmar Mendes ressaltou que a condenação pelo episódio da arma foi decidida pela instância máxima do país em um processo regular e sem vícios. A decisão foi por ampla maioria no plenário (porte ilegal de arma: 9 votos a 2; constrangimento ilegal: 10 votos a 1).
De acordo com o g1, Gilmar assegurou que, caso extraditada, Zambelli terá direito a cumprir pena na Penitenciária Feminina de Brasília (DF); acesso garantido a defensores, familiares e à representação diplomática da Itália e envio de relatórios trimestrais (ou imediatos) sobre a situação da detenta à embaixada italiana, desde que solicitados via canais oficiais.
