O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta 3ª feira (23.jun.2026) que viajará aos Estados Unidos para “fazer a defesa das empresas brasileiras, para que não sejam tarifadas em mais 25% sobre os produtos exportados”. A declaração foi feita na abertura da Feicorte (Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne), em Presidente Prudente (SP).
Segundo o congressista, que é pré-candidato à Presidência da República, a proposta de uma nova taxação feita pelo governo de Donald Trump (Partido Republicano) “não é justa”.
O gabinete de Flávio havia divulgado mais cedo que o congressista se inscreveu para discursar por 5 minutos em audiência pública realizada pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, na sigla em inglês) em 6 de julho. O prazo para o governo norte-americano decidir pela adoção ou não da taxsa é 15 de julho.
Durante o evento voltado para produtores rurais, Flávio também tratou sobre a exportação de produtos para a União Europeia. Disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “não tomou as providências para proteger o agro” e que, por “incompetência”, não cumpriu as exigências europeias. Segundo ele, por isso, o Brasil teve a sua proteína retirada da lista de exportações para o bloco.
ENTENDA
A adoção da nova tarifa foi proposta em 1º de junho depois de o USTR concluir a investigação da Seção 301 contra o Brasil. A medida foi apresentada como resposta ao que o governo norte-americano classifica como práticas comerciais injustas.
Uma das conclusões do relatório indica que o Brasil adota políticas públicas que favorecem o Pix e colocam as empresas norte-americanas que atuam no setor de serviços de pagamento eletrônico em uma “desvantagem injusta”.
Alguns produtos, porém, foram poupados da sobretaxa. É o caso de carnes, frutas, minerais, café, chá, especiarias, cereais, sementes, frutos oleaginosos, plantas industriais e medicinais, palhas e forragens.
Já a União Europeia anunciou em 12 de maio que retiraria o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixes e mel. Segundo a Comissão Europeia, o governo brasileiro não apresentou informações exigidas que assegurem que a carne e outros produtos de origem animal cumprem os requisitos do bloco sobre antimicrobianos. Essas substâncias costumam ser aplicadas na pecuária para tratar ou prevenir infecções e acelerar o crescimento do rebanho.
