O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT-SP) afirmou nesta 2ª feira (22.jun.2026) que lamenta a ausência de um nome do PSDB na concorrência pelo governo de São Paulo. A afirmação foi feita durante uma entrevista ao programa “Direto ao Ponto”, da Jovem Pan.
Ao ser questionado sobre as recentes desistências de Kim Kataguiri (Missão-SP) e de Paulo Serra (PSDB-SP) de disputar o Palácio dos Bandeirantes, o ex-ministro afirmou que “nunca acreditou muito” na candidatura de Kataguiri, mas que esperava um nome do PSDB: “[Kataguiri é] uma pessoa um pouco frágil ainda, um pouco inexperiente. De pouca expressão pública. Mas eu confiava e até torcia que o PSDB pudesse fazer uma tentativa de ressurgir”.
Haddad afirmou que, apesar de não se alinhar ideologicamente, sempre teve “muito respeito” pelo partido. Declarou que tinha “como referências éticas e de valores” nomes como Geraldo Alckmin (PSB, ex-PSDB), Fernando Henrique Cardoso e Mário Covas.
Segundo ele, a sigla foi substituída nos governos estaduais por pessoas que “não comungam” valores como a verdade, a democracia e a luta contra a violência, como Cláudio Castro (PL-RJ), Romeu Zema (Novo-MG) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
Depois da desistência de Serra, o PSDB fica sem um nome para disputar com Haddad e Tarcísio, que deve tentar uma reeleição.
“Eu lamentei um pouco que o PSDB não tenha nem ensaiado uma retomada. Você vem ali numa derrocada […] uma descendente desses princípios e valores que eu tanto respeito. Então, eu lamentei isso”, completou Haddad.
