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Trump diz que Keir Starmer vai renunciar após “falhar feio”

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Trump diz que Keir Starmer vai renunciar após “falhar feio”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (partido Republicano), declarou neste domingo (21.jun.2026) que o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, vai renunciar ao cargo. Em publicação em seu perfil na rede social Truth Social, o norte-americano afirmou que o líder do Partido Trabalhista britânico “falhou feio” na condução de duas áreas consideradas estratégicas: imigração e energia.

A declaração de Trump surge em momento de forte especulação na imprensa britânica de que Starmer pode anunciar um cronograma para deixar o comando do governo já na 2ª feira (22.jun). Segundo a agência britânica PA Media, o presidente dos EUA não conversa diretamente com o premiê desde a cúpula do G7 na França, realizada na última semana, e o comentário reflete o cenário desenhado por relatórios locais.

PRESSÃO POR PETRÓLEO E IMIGRAÇÃO

Na publicação, Trump exortou o governo britânico a liberar as perfurações de combustíveis fósseis na região do Mar do Norte. O presidente norte-americano vem pressionando Londres de forma sistemática para reverter o congelamento na emissão de novas licenças de exploração de petróleo e gás, além de tecer críticas públicas aos parques de energia eólica do Reino Unido.

A fricção entre a Casa Branca e Downing Street escalou após a derrota sofrida pelo Partido Trabalhista nas eleições locais e na eleição suplementar de Makerfield. Em maio, Trump já havia afirmado que seria “difícil” para Starmer sobreviver politicamente ao revés nas urnas e cobrou que o premiê adotasse critérios mais rígidos no controle de fronteiras se quisesse se manter no poder.

DESGASTE NA RELAÇÃO BILATERAL

A diplomacia entre os dois líderes começou a dar sinais de desgaste em fevereiro, quando Starmer recusou permissão para o uso de bases aéreas britânicas em ataques conjuntos dos EUA e de Israel no Irã. O desentendimento levou Trump a declarar publicamente que o primeiro-ministro britânico “não era Winston Churchill” e que ele costumava “estragar relacionamentos”.

Outros episódios ampliaram o distanciamento nos bastidores nos últimos meses:

  • Ilhas Chagos: Trump discordou abertamente do plano do Reino Unido de transferir a soberania do arquipélago para Maurício, local que abriga a base militar conjunta Diego Garcia. O projeto acabou engavetado pelo governo britânico.
  • Redes sociais: na última semana, Londres anunciou a proibição do uso de redes sociais para menores de 16 anos, ignorando alertas da administração pró-tecnologia de Washington contra a medida;
  • G7 na França: Starmer precisou negar publicamente ter sofrido um desprezo de Trump na cúpula após os 2 líderes não realizarem uma reunião bilateral exclusiva para tratar de temas mútuos.

REAÇÃO EM LONDRES

Questionado sobre as declarações do mandatário norte-americano, o porta-voz oficial do governo britânico remeteu o posicionamento do governo à última nota emitida por Starmer na 6ª feira (19.jun.26). Na ocasião, o premiê afirmou que mantém o foco nas obrigações para as quais foi eleito e que há mais trabalho a ser feito pelo país.

Neste domingo, o secretário de Negócios do Reino Unido, Peter Kyle, declarou à BBC que Starmer está analisando as “realidades políticas” durante o fim de semana e que tomará a decisão que for mais benéfica aos interesses do país. Caso a saída seja confirmada, a mídia britânica indica que o apoio interno na sucessão trabalhista caminha para se consolidar em torno do nome de Andy Burnham, ex-prefeito de Manchester.