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Infra em 1 Minuto: baterias precisam de mercado, não de subsídio

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)
Infra em 1 Minuto: baterias precisam de mercado, não de subsídio

O Poder360, em parceria com o CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), lança neste sábado (20.jun.2026) mais um episódio do programa Infra em 1 Minuto. O especialista em óleo e gás Pedro Rodrigues, sócio do CBIE, analisa o 1º leilão de baterias do Brasil e os desafios para a integração dos sistemas de armazenamento na matriz elétrica do país sem a dependência de subsídios.

O programa é publicado toda semana no canal do Poder360 no YouTube. Inscreva-se aqui e ative as notificações.

Assista (2min):

No 167º episódio do Infra em 1 minuto, Pedro Rodrigues pondera que, mesmo que a empolgação com o certame seja justa, já que o armazenamento era uma peça que faltava na matriz brasileira, é preciso cautela para não transformar a expectativa em ilusão. O especialista explica que as baterias possuem um limite prático. Elas entregam potência por poucas horas e exigem recarga por meio de uma fonte geradora.

“Quanto mais baterias a gente instala, mais geração precisa atrás delas”, afirma o sócio do CBIE. Para ilustrar o cenário, ele cita o caso dos Estados Unidos. Em 2025, o país registrou o maior ano de armazenamento da história, com quase 60 GWh (gigawatts-hora) construídos. Porém, o volume representa apenas 2% de toda a geração do parque instalado norte-americano.

O especialista argumenta que a bateria não foi projetada para substituir a geração de energia, mas para potencializar a capacidade já existente. Nesse sentido, ele aponta que o debate no Brasil ainda deixa a desejar quando se trata da criação de um mercado real para a tecnologia.

Hoje, de acordo com Rodrigues, o consumidor que possui geração solar não tem incentivos para guardar a energia produzida durante o dia para uso noturno, já que a tarifa cobrada é a mesma em qualquer horário. A solução passaria pela adoção do chamado preço horário, em que a energia seria mais barata nos momentos de sobra de sol e mais cara nos picos de demanda.

“Com preço horário, armazenar deixa de ser obrigação de portaria e vira escolha econômica. É o mercado dando o sinal que nenhum subsídio consegue dar”, diz o especialista.

Para ele, o incentivo financeiro ditado pela dinâmica de oferta e demanda é o que garantirá a viabilidade do sistema a longo prazo. “A bateria não substitui a geração firme. E quem mostra a hora certa de usá-la não é o decreto, é o preço”, conclui Pedro Rodrigues.

Leia os posts sobre os outros episódios do programa Infra em 1 minuto:

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