O governo federal enviou ofícios na 4ª feira (17.jun.2026) solicitando o retorno de policiais federais cedidos a magistrados. Segundo os jornalistas Roseann Kennedy e Aguirre Talento, do Estadão, os documentos foram assinados pelo secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ademar Borges.
A medida se dá em meio ao avanço das investigações sobre fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e no Banco Master, conduzidas pelo gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça. Na equipe que o auxilia está o delegado da Polícia Federal Thiago Marcantonio Ferreira, assessor do magistrado desde o ano passado.
As duas investigações sob responsabilidade de Mendonça avançaram também sobre pessoas próximas ao governo. A apuração dos desvios no INSS citou o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva. Já o caso Master resultou, nesta semana, em uma operação contra o líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
JUSTIFICATIVA OFICIAL
O presidente Lula afirmou publicamente, em 23 de abril, que determinou o retorno dos delegados. “Eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da Polícia Federal. Só vai ficar fora aqueles que forem secretários de Estado”, declarou na ocasião. O presidente descreveu os cedidos como servidores que estariam “fingindo trabalhar”.
O Poder360 procurou a assessoria do Ministério da Justiça por meio de e-mail para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito das informações acima. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
