O líder da Oposição no Senado e coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta 3ª feira (16.jun.2026) que o Ceará ocupa posição estratégica nos planos eleitorais do PL para 2026. Segundo o senador, a sigla pretende ampliar sua presença no Estado e projeta eleger 6 deputados federais. Hoje a bancada é composta por 3 deputados do Estado.
“O Ceará, para nós, é estratégico. Vamos estar lá no dia 10 de julho para dar apoio às nossas candidaturas. Faremos seis deputados federais, essa é a nossa expectativa. Também teremos candidato ao Senado”, declarou a jornalistas.
Marinho disse que o PL busca fortalecer os palanques regionais no Nordeste, especialmente em Estados que tiveram peso decisivo na disputa presidencial de 2022. Segundo ele, Ceará, Bahia e Pernambuco foram determinantes para o resultado nacional, o que torna prioritária a montagem de chapas competitivas na região.
“Estamos preocupados em ter uma chapa competitiva para diminuirmos essa diferença”, afirmou.
Plano de segurança da campanha de Flávio
O senador também confirmou a presença de Flávio Bolsonaro em um evento em São Paulo na manhã de 5ª feira (18.jun), quando será apresentado o plano de segurança pública elaborado pelo partido para a campanha presidencial de 2026.
Marinho afirmou ainda que o PL pretende lançar, nos próximos 15 a 20 dias, um novo conjunto de propostas voltadas a outra área temática da campanha.
Deputada cotada para vice
Depois que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro declarou, em publicação no X na 4ª feira (10.jun.2026), apoio à deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) para o cargo de vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, a deputada disse a jornalistas que não está atuando para viabilizar seu nome como candidata a vice.
“Não estou trabalhando nos bastidores para isso. Considero que seria uma boa dupla, modéstia à parte, mas não pedi isso e não vou trabalhar para isso. Vou acatar o que for decidido”, afirmou.
Segundo a deputada, a definição da chapa caberá a Flávio Bolsonaro e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Vamos respeitar o que for decidido por Flávio e por Jair Bolsonaro. Apesar de estar preso, é ele quem dá as cartas”, declarou.
Zanatta defendeu que a escolha do vice seja baseada em critérios de mérito político.
“A escolha de vice deve ser por mérito. Acredito que tenho esse mérito, tenho um mandato combativo e reconhecido nacionalmente em pautas importantes. Há muitas mulheres com mérito, mas não deve ser uma escolha pelo simples fato de ser mulher”, disse.
