O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se mostrou irritado ao chegar à reunião do G7, nesta 4ª feira (17.jun.2026) na França, antes de outros líderes mundiais. É possível ouvir o brasileiro dizer ter ficado “puto” com a situação ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
“Essas coisas que eu fico puto. Só vamos descer quando estiver quase pronta a reunião”, disse Lula. A declaração foi captada por um microfone aberto enquanto o brasileiro conversava com sua equipe.
📷#vídeo Lula reclama com assessor durante o G7: “Fico puto”
🤬O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) (@LulaOficial) se mostrou irritado por chegar a reunião do G7, na França nesta 4ª feira (17.jun.2026), antes de outros líderes mundiais. Lula disse ter ficado “puto” com a… pic.twitter.com/ytH6HqerF0
— Poder360 (@Poder360) June 17, 2026
Antes disso, a câmera captou Lula conversando com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-Myeung (Partido Democrata, centro direita).
Um assessor parece argumentar que já haviam líderes na sala quando Lula chegou. Ao que o presidente rebate: “não é verdade”. “Cheguei aqui e só tinha uma pessoa aqui dentro”, disse Lula.
O presidente recebeu então, em voz baixa por Mauro Vieira, um aviso de que a imprensa estava filmando o local. A partir deste ponto, a conversa se torna inaudível.
Mais cedo, o presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou, em tom de brincadeira, que era o “chefe” depois de chegar atrasado à reunião.
G7
A sessão do G7 teve como foco temas relacionados à segurança econômica global, incluindo cadeias de suprimento de minerais estratégicos e desequilíbrios no comércio internacional. O encontro se dá em meio aos esforços dos países aliados para reforçar posições comuns sobre a guerra na Ucrânia e novas medidas de pressão contra a Rússia.
O grupo também discutiu a guerra no Leste Europeu depois da divulgação de uma declaração conjunta dos líderes que reforça o apoio a Kiev. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (Servo do Povo, centro), participou das negociações com o objetivo de ampliar o respaldo político e militar dos aliados ocidentais.
Além da guerra na Ucrânia, a cúpula abordou o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã, anunciado na véspera do encontro. Os líderes discutiram medidas para diversificar cadeias de energia e reduzir a dependência de rotas estratégicas, como o estreito de Ormuz.
O encontro incluiu ainda propostas voltadas à redução da dependência ocidental de minerais críticos produzidos na China, diante das preocupações com restrições às exportações e impactos nas cadeias industriais globais. A União Europeia defende medidas para ampliar investimentos e fortalecer cadeias de suprimento fora do controle chinês.
As discussões avançaram também sobre desequilíbrios no comércio global e os impactos do avanço da inteligência artificial, com foco na regulação, na responsabilização de sistemas automatizados e nos efeitos sobre a circulação de informações.
