O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta 4ª feira (17.jun.2026), durante a cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França, que não tem “nenhuma queixa” da China e acrescentou que o país asiático ocupou espaços comerciais e de investimentos deixados por Estados Unidos e União Europeia. Entre eles, citou as licitações internacionais feitas pelo governo brasileiro.
“Eu disse ao presidente Trump que faz muito tempo que o Brasil faz licitação internacional e os Estados Unidos e a União Europeia não participam. A China participa. A China ocupou um espaço que estava vazio. Eles não podem se queixar que a China está ocupando um espaço se ele estava vazio”, afirmou.
O presidente disse que os líderes europeus voltaram a criticar a presença crescente de produtos chineses em seus mercados e alegam que o país promove uma competição desigual. Para Lula, os chineses avançaram porque encontraram oportunidades que não estavam sendo ocupadas pelas economias ocidentais.
“Não queremos entrar na briga dos 2. Para nós, a China é importante. Não tenho nenhuma queixa da China. A balança comercial é de US$ 165 bilhões, com superávit para o Brasil”, declarou a jornalistas. Segundo Lula, os países convidados ao encontro têm posições diferentes das economias mais desenvolvidas sobre temas econômicos e comerciais.
Ao defender mudanças na governança econômica global, Lula defendeu que os países ricos precisam ampliar investimentos em regiões mais pobres para estimular o crescimento mundial. “Para a economia crescer, precisamos criar consumidores. O mundo precisa crescer para que a economia possa crescer. Precisam criar mercado em outros países”, disse.
Lula também declarou que as reuniões do G7 servem para discutir os desequilíbrios da ordem econômica e política internacional. O petista afirmou que os países convidados normalmente chegam ao encontro quando os integrantes do grupo já definiram os principais documentos e posições conjuntas.
Neste ano, o Brasil endossou 3 das 8 declarações do G7. São elas:
- segurança no espaço digital para menores de idade;
- cooperação para o combate ao câncer;
- cooperação no combate ao narcotráfico.
