O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou o governo do presidente da Argentina, Javier Milei (La Libertad Avanza, direita), em post em seu perfil no X na 2ª feira (15.jun.2026).
“A Argentina era, até 2 anos atrás, a referência de uma certa camada da sociedade brasileira que via no Milei o homem corajoso da motosserra. Olha o que está acontecendo com a Argentina hoje. Não é coragem ferrar o mais pobre. Isso é covardia”, escreveu.
O post repetiu o argumento apresentado pelo petista na 2ª feira (15.jun), durante o Veja Fórum Rumos do Brasil, em São Paulo. Haddad defendeu um ajuste das contas públicas sem redução de direitos sociais.
No X, usuários questionaram a publicação de Haddad e sugeriram “Notas da Comunidade”.
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Leia abaixo:

Uma das sugestões de nota feitas no X contestou a publicação ao mencionar a queda da pobreza na Argentina para 28,2% da população, menor percentual em 7 anos.
Dados do Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos da Argentina) mostram que 28,2% da população das áreas urbanas vivia na pobreza no 2º semestre de 2025. O percentual equivale a 8,5 milhões de pessoas e é o menor desde o 1º semestre de 2018.
A taxa caiu 3,4 pontos percentuais ante os 31,6% registrados na 1ª metade de 2025. Em comparação com o 1º semestre de 2023, quando estava em 40,1%, a redução foi de 11,9 pontos percentuais.

A 2ª nota afirmou que Milei reduziu a inflação herdada do governo anterior, registrou superavit fiscal e tem projeções de crescimento econômico. Também criticou Haddad pela cobrança sobre compras internacionais, conhecida como “taxa das blusinhas”.
O pré-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) também reagiu. Ele comparou indicadores dos 2 países e escreveu: “A pobreza atingiu o menor nível em 7 anos”. Renan ainda citou o crescimento da economia argentina, o superavit primário e a desaceleração da inflação.
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