O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF e o Sindicato dos Radialistas aprovaram, em assembleia geral extraordinária realizada com trabalhadores terceirizados da comunicação do Supremo Tribunal Federal, greve a partir da 2ª feira (15.jun.2026). A paralisação será realizada caso a Fundac (Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação) não quite os débitos salariais.
Mais de 80 empregados participaram da assembleia. O número representa mais da metade do total de trabalhadores da instituição. Os profissionais atuam na TV Justiça e na Rádio Justiça, responsáveis por transmitir sessões do STF e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e na área de comunicação da Corte.
A remuneração referente ao mês de junho deveria ter sido depositada na 2ª feira (8.jun). Até o dia 10 de junho, o pagamento não havia sido efetuado. Os trabalhadores enfrentam atrasos constantes nos pagamentos de salários, férias e auxílio-alimentação.
Os profissionais também relatam problemas relacionados ao FGTS. A Fundac não realiza o recolhimento dos depósitos dentro do prazo estabelecido. Há atrasos nos repasses a repórteres, radialistas e técnicos da Rádio Justiça, TV Justiça e da Comunicação Social da Corte Suprema.
A Fundac tem histórico de inadimplência e problemas com o STF. A fundação sofreu punições administrativas.
O STF tem um edital para contratação futura de serviços de comunicação no valor de aproximadamente R$ 30 milhões anuais. A Corte impediu a Fundac de participar da disputa deste edital. A fundação recorreu à Justiça, participou do certame e não venceu a licitação.
O contrato em questão abrange a manutenção da infraestrutura tecnológica, a garantia de acessibilidade e a difusão e distribuição dos sinais em conformidade com os padrões de mercado vigentes.
A contratação de uma nova empresa para substituir a Fundac gera preocupação entre os funcionários com direitos atrasados ou não pagos. Os trabalhadores temem que os débitos permaneçam pendentes com a troca de contrato para a área de comunicação.
A categoria alerta para o risco de não pagamento das verbas rescisórias, multas legais e outros direitos. Não há informações sobre quando os pagamentos atrasados serão realizados ou se a Fundac possui recursos disponíveis para quitar os débitos antes do prazo estabelecido para o início da greve.
Em nota, o STF afirmou que os pagamentos à Fundac foram realizados regularmente. A Corte declarou que os atrasos salariais relatados por trabalhadores são de responsabilidade da própria fundação. O STF informou que os contratos com a entidade estão em fase final de vigência e serão substituídos. A Corte afirmou que já adotou medidas administrativas contra a contratada.
O Poder360 procurou a Fundac por e-mail para perguntar se gostaria de se manifestar sobre os relatos de atrasos salariais, pendências no recolhimento do FGTS e o indicativo de greve aprovado por trabalhadores terceirizados que atuam na comunicação do STF. A mensagem foi enviada nesta 5ª feira (11.jun.2026). Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
O Poder360 procurou a Fundac por e-mail para perguntar se a entidade gostaria de se manifestar sobre os relatos de atrasos salariais, pendências no recolhimento do FGTS e o indicativo de greve aprovado por trabalhadores terceirizados que atuam na comunicação do STF. A mensagem foi enviada nesta 5ª feira (11.jun). Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
Eis a íntegra da nota do STF:
“O Supremo Tribunal Federal acompanha a situação relativa aos contratos mantidos com a Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação —Fundac– e vem adotando as medidas administrativas cabíveis, em conformidade com a legislação aplicável e com os instrumentos contratuais vigentes.
