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Eduardo Bueno cita Alcolumbre como motivo para torcer contra o Marrocos

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

O jornalista Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, afirmou na 2ª feira (8.jun.2026) durante uma participação no programa “Apito Final”, da Band, que uma vitória do Brasil sobre o Marrocos seria uma “vingança” contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AM). As duas seleções se encontram no jogo de estreia do grupo C da Copa do Mundo de 2026, às 19h de sábado (13.jun.2026).

Segundo Bueno, a família de Alcolumbre tem origens marroquinas e veio do país para se instalar no Amapá, no Norte do Brasil. Por conta dessa relação, segundo o jornalista, o Brasil teria a obrigação de derrotar o Marrocos, por eles terem “enviado” ao Brasil a família de Alcolumbre.

“Alcolumbre é de uma família de sefaradis [sic] marroquinos, que foram transplantados à força pro Amapá em 1773 […] e foram morar numa cidade que ainda existe, chama Mazagão Velho, a atual, porque a 1ª Mazagão acabou. […] Nessa cidade surgiu a família do Davi Alcolumbre. Então, o mínimo que a gente pode fazer é ganhar do Marrocos para se vingar”, afirmou o jornalista, referindo-se à origem sefardita do presidente do Senado.

Em seguida, Craque Neto, apresentador do programa, concorda com Bueno. “Muito, mas muito. Tipo 5 a 0”, diz Neto.

O Eduardo ‘Peninha’ Bueno disse que a seleção brasileira tem a obrigação de ganhar da seleção do Marrocos para se vingar por eles terem ‘dado’ ao Brasil a família Alcolumbre, que é de origem de judeus marroquinos e que hoje o Davi Alcolumbre é presidente do Senado. pic.twitter.com/LPM41VoTCN

— Julio Freiress 🇧🇷 (@JFreiress_) June 9, 2026

Bueno x Alcolumbre

Bueno é um crítico da direita e do conservadorismo e já se autodeclarou anarquista em seu canal no Youtube, o Buenas Ideias. Já Davi Alcolumbre transita entre o espectro do Centrão e da centro-direita.

Os 2 já estiveram em manchetes juntos no passado. Em 2025, Alcolumbre anunciou o afastamento de Bueno do Conselho Editorial do Senado, do qual o jornalista fazia parte. 

A decisão foi tomada depois de pedidos de congressistas, que classificaram como “asquerosas” declarações de Bueno que comemoravam o assassinato do ativista político norte-americano Charlie Kirk, em setembro do mesmo ano.

O Poder360 procurou a assessoria de Alcolumbre para perguntar se ele gostaria de se manifestar sobre a fala de Bueno. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.