O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) afirmou, nesta 3ª feira (9.jun.2026), que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do fim da escala 6 X 1 deve ser encaminhada à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado na próxima semana. Segundo o congressista, a proposta tramitará só em uma comissão para acelerar sua votação.
“Nós iremos votar logo”, declarou a jornalistas. Randolfe disse que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), está comprometido com a análise da matéria e que a definição da relatoria deve ser discutida nos próximos dias com o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA).
O senador afirmou que o principal ponto de debate no Senado deverá ser o prazo de transição para a implementação da nova jornada de trabalho. O texto aprovado pela Câmara estabelece um período de adaptação de 14 meses, mas Randolfe disse haver ambiente favorável na Casa para reduzir esse intervalo.
“Os trabalhadores brasileiros esperaram 150 anos pelo fim da 6 X 1. Então, por que é necessário ainda ter mais tempo para fazer a aplicação da redução da jornada de trabalho?”, afirmou. Segundo ele, vários senadores defendem uma transição mais curta e essa posição teria a simpatia de Alcolumbre.
Randolfe também descartou discussões sobre medidas compensatórias, como a desoneração da folha de pagamento. Segundo o líder do governo, o foco do debate será exclusivamente a aplicação da PEC.
Ao comentar a proposta apresentada pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), a PEC do Horário Flexível, que cria um modelo alternativo de contratação baseado em horas trabalhadas, Randolfe afirmou que o texto vai na direção oposta à redução da jornada.
“É uma PEC na prática de restabelecimento do trabalho escravo. É uma PEC de 7 por 0. É o inverso da PEC do fim da escala 6 X 1”, disse o petista.
O senador também afirmou que Alcolumbre cancelou as reuniões previstas nesta 3ª (9.jun) com Otto Alencar e com líderes partidários para se reunir com os ministros José Guimarães (Relações Institucionais), Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento) e Dario Durigan (Fazenda). Segundo Randolfe, o presidente do Senado também deverá se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tratar do tema, embora ainda não haja data definida para o encontro.
