Floriano de Azevedo Marques, ministro do Tribunal Superior Eleitoral, afirmou, nesta 3ª feira (9.jun.2026), que os testes das urnas eletrônicas em 2022 serviram como um “atestado de seriedade e confiabilidade” da ferramenta. A declaração foi dada no 6º Congresso Brasileiro de Internet, realizado pela Abranet (Associação Brasileira de Internet) e pelo ITS (Instituto de Tecnologia e Sociedade).
O magistrado afirmou que as urnas foram “escrutinadas”, mas os relatórios das investigações não indicaram irregularidade. “O que foi apurado, inclusive em inquérito policial, eram diálogos da cozinha daqueles que queriam deslegitimar as urnas dizendo ‘nós não achamos nada’ e mesmo assim deram um jeito de dizer que tem”, declarou.
Floriano disse que questionar a apuração e a somatória de votos não é ilícito, mas como só as urnas das eleições de 2022 estavam sendo questionadas, Alexandre de Moraes, então presidente do TSE, considerou os pedidos de investigação litigância de má-fé.
Em relação às eleições de 2026, o ministro declarou que o discurso de falta de confiabilidade das urnas está ficando “desqualificado” e não deve voltar com a organicidade de 2022. Floriano declarou que dizer que as urnas precisam ser auditáveis não faz sentido pois entidades têm “um período longuíssimo para auditar as urnas publicamente”.
O ministro ainda afirmou que foi fiscal de apuração durante os anos 1980 e era rotineiro observar mesários “exaustos” realizando as apurações, o que poderia prejudicar o processo eleitoral brasileiro. “Alguém acreditar que isso [voto impresso] é mais confiável que a urna eletrônica, depois de 30 anos, é irracional”, pontuou.
