A ministra Estella Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), pediu vista nesta 3ª feira (9.jun.2026) e adiou o julgamento sobre a validade da pesquisa da AtlasIntel que indicou a queda da popularidade de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República. O levantamento foi feito depois da divulgação do áudio de Flávio ao fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O relator do caso, ministro Kássio Nunes Marques, votou para impugnar a pesquisa por tentativa de “influenciar” os entrevistados. O presidente do Tribunal submeteu a decisão liminar ao plenário. Com o pedido de vista de Estella Aranha, mantém-se a suspensão da pesquisa nos sites oficiais.
Nunes Marques afirmou que as pesquisas eleitorais têm o poder de influenciar diretamente na disputa política, de modo que é necessário seguir regras para não manipular o convencimento dos entrevistados. O presidente do tribunal afirmou que a pesquisa influenciou a reflexão dos eleitores com os questionários que indicavam uma correlação de Flávio Bolsonaro com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Nunes Marques citou entrevista do CEO da AtlasIntel para a CNN, em que confirmou um “viés político” das perguntas que associavam o senador com as fraudes financeiras do Banco Master. Para ele, houve uma extrapolação dos limites da aferição da opinião pública, com indícios de desvirtuamento da pesquisa.
Dias Toffoli pediu a palavra para defender que é necessário ter mais liberdade para as pesquisas e que a Corte deve estabelecer uma regra que valha para todos os candidatos. O ministro, que tomou posse nesta 3ª feira, disse que aguardaria o voto-vista da ministra Estella Aranha, mas considerou que é necessário que a Corte estabeleça logo regras sobre o caso.
Por sua vez, o ministro André Mendonça afirmou que o pedido de vista demonstra a responsabilidade com que a Corte lidará com o caso.
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