O ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Floriano de Azevedo Marques, disse, nesta 3ª feira (9.jun.2026), que disputas sobre pesquisas eleitorais não devem ser lidas como um grande movimento sobre o pleito eleitoral. A declaração foi feita durante o 6º Congresso Brasileiro de Internet, realizado pela Abranet (Associação Brasileira de Internet) e pelo ITS (Instituto de Tecnologia e Sociedade).
“Isso vai ser, daqui pra frente, uma constante. Não é incomum que você tenha situações em que a pesquisa é questionada por uma parte, por outra. Isso é o dia a dia da justiça eleitoral”, afirmou o ministro.
O comentário faz referência à decisão do ministro Nunes Marques, que suspendeu, na 2ª feira (8.jun.2026), a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel que registrou queda na intenção de voto para o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Na decisão, Nunes Marques acolheu um pedido do PL, considerando que há indícios de que o questionário da empresa tenha tentado manipular o entrevistado. O ministro determinou a suspensão da divulgação da pesquisa nos sites oficiais e exigiu que a empresa explique sua metodologia em um prazo de 2 dias.
Floriano de Azevedo Marques declarou que a Justiça Eleitoral determinar a vedação de difusão de uma pesquisa eleitoral “não é comum”, mas também “não é raro”.
O ministro evitou dar mais detalhes sobre o tema antes da análise no TSE. O plenário discutirá nesta 3ª feira (9.jun), às 19h, se a pesquisa afrontou as regras da legislação eleitoral.
