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Lindbergh diz que dinheiro de “Dark Horse” está na mira da PF

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Lindbergh diz que dinheiro de “Dark Horse” está na mira da PF

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) disse nesta 6ª feira (5.jun.2026) que o dinheiro ligado ao filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), está “na mira da PF”. Segundo o congressista, a corporação vai pedir informações aos Estados Unidos para rastrear recursos relacionados à produção.

A declaração foi feita em uma publicação nas redes sociais. Lindbergh afirmou que o objetivo é “seguir o dinheiro” e investigar se houve irregularidades na origem e na movimentação dos valores ligados ao filme.

A fala vem depois de o deputado acionar a Polícia Federal e a Interpol para pedir cooperação internacional sobre o caso. Em 31 de maio, Lindbergh enviou um ofício solicitando o compartilhamento de informações com autoridades dos Estados Unidos, da Holanda e da Hungria para apurar a origem e a movimentação de recursos da produção. O Poder360 mostrou o pedido no domingo (31.mai).

Lindbergh também protocolou na 2ª feira (1º.jun) uma petição no Supremo Tribunal Federal para pedir investigação sobre a conexão entre um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo, emendas parlamentares e o financiamento de “Dark Horse”. O pedido foi apresentado na ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 854, processo que trata da transparência e da rastreabilidade de emendas parlamentares.

No pedido ao Supremo, o deputado citou a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme, e o ICB (Instituto Conhecer Brasil), ambos controlados por Karina Ferreira da Gama. Segundo Lindbergh, a apuração deve avaliar se houve ligação entre recursos públicos, contratos administrativos e o financiamento da cinebiografia de Bolsonaro.

OPERAÇÃO EM SÃO PAULO

A Polícia Civil de São Paulo cumpriu mandados de busca e apreensão na 2ª feira (1º.jun) na Go Up Entertainment, na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia da Prefeitura de São Paulo e no ICB. A operação apura contratos firmados pela gestão municipal com o instituto.

O contrato citado por Lindbergh foi firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o ICB. O deputado afirma que a relação entre a associação, a produtora do filme e emendas parlamentares precisa ser investigada para identificar a origem e o destino dos recursos.

PEDIDO À INTERPOL

No ofício enviado à PF e à Interpol, Lindbergh pediu cooperação com autoridades estrangeiras para rastrear empresas e estruturas financeiras ligadas ao filme. A solicitação menciona possíveis crimes de lavagem de dinheiro, ocultação de beneficiários finais e triangulação transnacional de recursos.

O pedido cita empresas e estruturas como a Go Up Entertainment, a Freeway Cam B.V., a Stichting Freeway Custody, a New Path Pictures Inc. e o Havengate Development Fund LP. Lindbergh também pediu a preservação de registros financeiros, contratos, minutas e comunicações eletrônicas relacionadas ao caso.

Reportagem da Agência Pública mostrou que Eduardo Bolsonaro e a Go Up tentaram usar uma empresa com atuação na Hungria e na Holanda para movimentar recursos de “Dark Horse”. O texto afirma que houve tentativa de contratação de uma estrutura financeira para intermediar pagamentos ligados ao filme.

O The Intercept Brasil publicou que Eduardo Bolsonaro teria atuado como produtor-executivo da cinebiografia e teria poder sobre a gestão financeira do projeto. A defesa do deputado federal Mario Frias (PL-SP) disse ao site que Eduardo “não é e nunca foi produtor-executivo” do filme e que não recebeu valores do fundo ligado à produção.

DARK HORSE

“Dark Horse” é uma produção sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. O filme passou a ser alvo de questionamentos depois de reportagens sobre a busca de recursos para financiar o projeto e sobre a participação de aliados do ex-presidente nas negociações.

Lindbergh tem usado as publicações para pedir que órgãos de investigação apurem o fluxo do dinheiro ligado à produção. Segundo ele, a apuração deve alcançar eventuais conexões entre o filme, contratos públicos, emendas parlamentares e estruturas financeiras no exterior.

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