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Senado derruba emenda de democratas contra fundo de aliados de Trump

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)

Os senadores do Partido Republicano dos Estados Unidos rejeitaram na 5ª feira (4.jun.2026) uma moção apresentada pelos democratas que tentava proibir o governo de Donald Trump de criar um fundo de US$ 1,8 bilhão (cerca de R$ 9 bilhões) para indenizar aliados políticos.

A proposta, apresentada pelo líder da minoria no Senado, Chuck Schumer (Partido Democrata de Nova York), foi derrotada por 50 votos a 49. Junto com os democratas, 3 congressistas republicanos votaram a favor da medida: Susan Collins (Maine), Jon Husted (Ohio) e Dan Sullivan (Alasca).

Estratégia política

A votação ocorreu durante o debate de um projeto de lei que destinava US$ 70 bilhões para políticas sobre imigração. Os republicanos utilizaram um rito orçamentário especial para aprovar a pauta sem a necessidade de votos da oposição.

Os democratas, por sua vez, apresentaram uma emenda com a proibição da criação do fundo para aliados de Trump. O objetivo era forçar os republicanos a votarem o projeto do fundo, o que poderia gerar um constrangimento a poucos meses das eleições legislativas.

Schumer afirmou que se a emenda passasse, os governistas teriam de escolherem entre apoiar as medidas econômicas para o controle da imigração ou endossar o fundo do presidente.

Por outro lado, os republicanos declararam que a oposição tentou desviar o foco do financiamento para a segurança das fronteiras e para o ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega).

Recuo do governo 

Apesar da vitória republicana na votação da moção, o Departamento de Justiça dos EUA já havia anunciado na 3ª feira (2.jun.2026) a decisão de abandonar a criação do fundo.

Em depoimento à Câmara, o procurador-geral interino, Todd Blanche, disse que o governo não daria prosseguimento ao programa, denominado “fundo contra a instrumentalização política”. A iniciativa enfrentava forte resistência interna na própria base aliada e havia sido bloqueada provisoriamente por uma decisão da juíza federal Leonie Brinkema.

O fundo tinha como meta compensar pessoas que declaravam ter sido alvo de perseguição política ou tratamento injusto por parte do governo federal durante o mandato de Joe Biden (democrata). Críticos afirmavam que o mecanismo poderia funcionar como uma espécie de caixa paralelo em benefício de aliados de Trump.

Acordo fiscal mantido

Mesmo com o arquivamento do fundo, Blanche declarou que permanece em vigor um dispositivo que protege Trump, seus familiares e suas empresas de novas auditorias retroativas por parte da Receita Federal americana.

A blindagem fiscal consta em um acordo firmado para encerrar uma ação judicial de US$ 10 bilhões movida pelo próprio presidente contra o órgão tributário. Segundo o procurador-geral interino, a medida não concede nenhum tipo de imunidade para eventuais investigações futuras.

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