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Lula diz que faltou à Marcha para Jesus para não “tirar proveito”

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Lula diz que faltou à Marcha para Jesus para não “tirar proveito”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 5ª feira (4.jun.2026) que não compareceu ao evento religioso Marcha para Jesus, realizado em São Paulo, para “não tirar proveito político de uma coisa sagrada”. A declaração foi dada durante uma conversa telefônica do chefe do Executivo com o bispo Estevam Hernandes e com o advogado-geral da União, Jorge Messias.

Messias, que representou o presidente no evento, publicou o vídeo do diálogo em sua página no Instagram. Sobre o motivo de sua ausência, Lula declarou: “Eu vou lhe contar porque eu não vou. Eu não participo de nada religioso em época de eleição porque eu não quero passar a ideia de que estou tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada“.

Assista ao vídeo (1min10s):

O presidente afirmou estar feliz por ter sancionado a Lei 12.025 de 2009, que instituiu o Dia Nacional da Marcha para Jesus no Brasil. A proposta é do atual deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), que na época era senador. O bispo declarou ser grato pela legislação. “Cuide bem do nosso bispo, Messias“, disse Lula na gravação.

Segundo estimativa do Poder360, a Marcha para Jesus deste ano reuniu cerca de 35.000 pessoas.

FLÁVIO NA MARCHA

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário do governo nas eleições de outubro, participou da edição de 2026. O congressista foi ovacionado pelo público.

Flávio disse ainda que o Brasil vive uma “grande guerra espiritual”. “Nada melhor do que estar aqui para recarregar as baterias e orar pelas famílias brasileiras”, declarou.

Em 2019, Jair Bolsonaro (PL) tornou-se o 1º presidente em exercício a comparecer ao evento evangélico, que foi interrompido nos 2 anos seguintes por causa da pandemia de covid-19.

A Marcha para Jesus no Brasil teve sua 1ª edição em 1993, inspirada em uma mobilização homônima realizada desde os anos 1980 no Reino Unido. Em 2009, Lula, em seu 2º mandato, sancionou a lei que inseriu a celebração no calendário oficial do país. O petista nunca participou presencialmente da marcha.