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Câmara dos EUA aprova restrição a novos ataques de Trump contra o Irã

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, nesta 4ª feira (3.jun.2026), uma resolução para impedir o presidente Donald Trump (Partido Republicano) de ordenar novos ataques militares contra o Irã, sem autorização do Congresso. Pela 1ª vez desde o início do conflito, há 3 meses, uma medida desse tipo foi aprovada em votação final na Câmara ou no Senado. As informações são do jornal norte-americano The Washington Post.

O placar foi de 215 votos favoráveis contra 208 contrários. Quatro republicanos se juntaram aos democratas para votar a favor do bloqueio de novas ações militares presidenciais contra o Irã. A resolução reflete a impaciência crescente com um conflito que o Congresso não autorizou formalmente.

A guerra enfrenta crescente impopularidade entre os eleitores americanos. Uma pesquisa do New York Times-Siena College realizada em maio mostrou que 64% dos eleitores registrados consideram que Trump tomou a decisão errada ao entrar em guerra. Os dados indicam que 30% acreditam que ele tomou a decisão correta.

Em maio, o Senado já havia aprovado uma proposta parecida que obrigava Trump a encerrar as operações militares no Oriente Médio. A medida também recebeu apoio de um pequeno grupo de republicanos. No entanto, o texto não chegou a ser votado em definitivo e permanece paralisado no Congresso.

A Resolução de Poderes de Guerra de 1973, na qual o Congresso se baseou para fazer a votação, exige que presidentes retirem forças norte-americanas de qualquer conflito não autorizado dentro de 60 dias. Trump atingiu o prazo legal em 1º de maio. O presidente contornou a exigência argumentando que as hostilidades foram “encerradas” desde que um cessar-fogo entrou em vigor. 

A versão aprovada pela Câmara não pode ser vetada, mas ainda há dúvida se ela tem privilégio parlamentar, o que garantiria sua análise obrigatória no Senado.

Se o consultor parlamentar do Senado concluir que não, o líder da maioria, John Thune (republicano da Dakota do Sul), pode simplesmente optar por não colocar a proposta em votação.

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