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Lula vai ao G7, mas encontro com Trump segue incerto

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trata como incerta a possibilidade de um encontro bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), durante a cúpula do G7, marcada para 16 e 17 de junho, em Évian, na França. Não há confirmação de agenda entre os 2 líderes e qualquer conversa depende de articulação diplomática em andamento.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou”, declarou Lula nesta 4ª feira (3.jun.2026), durante reunião ministerial no Palácio do Planalto. A fala foi dias após o governo norte-americano propor novas tarifas sobre produtos brasileiros.

O Palácio do Planalto trabalha com o horizonte do G7 como uma janela de oportunidade diplomática. A participação de países convidados, como Brasil, Índia, Coreia do Sul e Quênia, abre margem para contatos paralelos.

Lula também disse que vai enviar uma nova carta ao presidente norte-americano. Segundo o petista, o documento servirá para rebater os argumentos usados por integrantes do governo dos EUA para justificar as novas tarifas contra produtos brasileiros.

“Eu ainda vou mandar outra carta ao presidente Trump. Vou escrever quantos artigos o seu deputado escreveu na imprensa americana e na imprensa mundial. Para mostrar que eles estão errados. Que eles estão equivocados”, declarou o petista. 

Apesar disso, tanto uma carta quanto um telefonema entre os 2 presidentes ainda são hipóteses em análise, sem definição operacional. 

O Brasil tenta avançar em um canal de diálogo por meio de um grupo de trabalho entre negociadores dos 2 países, que inclui o secretário brasileiro Márcio Elias Rosa e o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer. 

Uma nova rodada de conversas não está excluída antes do G7.

O cenário é influenciado também pelo prazo de 15 de julho, citado internamente como marco para possíveis decisões tarifárias dos Estados Unidos, o que aumenta a pressão por negociações prévias.

Mesmo assim, a avaliação no governo brasileiro é de que o G7 terá uma agenda ampla –incluindo discussões sobre a guerra na Ucrânia e tensões no Oriente Médio. Isso reduz o espaço para encontros bilaterais não previamente acordados.


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