O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu nesta 4ª feira (3.jun.2026) que os ministros acelerem a execução de programas e organizem as entregas do governo “até 3 de julho”. A orientação foi dada durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, a 1a depois da reforma na comunicação e da escalada da crise com os Estados Unidos.
O petista se refere ao período anterior às restrições do calendário eleitoral e à necessidade de organizar entregas e anúncios do governo antes de uma nova fase da estratégia política.
Lula afirmou que o foco do governo deve ser concluir projetos já planejados e destravar iniciativas que ainda enfrentam entraves burocráticos. “É importante que a gente apronte tudo até o dia 3 de julho”, declarou.
O presidente disse aos ministros que não pretende lançar novas ações neste momento. Segundo ele, a prioridade é entregar medidas que já foram anunciadas.
“Agora é entregar o que já foi pensado. Tem muita coisa que vocês já pensaram, muita coisa que eu até pensei que já estava funcionando”, afirmou.
Lula também cobrou maior coordenação entre os ministérios e a Casa Civil. Disse que integrantes do governo têm participado de inaugurações sem informar previamente o Palácio do Planalto.
“É muito importante que vocês não inaugurem nada sem passar pela Casa Civil. (…) É importante que a gente não saiba nada pelos jornais”, declarou.
Segundo o presidente, o governo precisa saber quem representa a administração federal em eventos e entregas para garantir o reconhecimento das ações executadas pela União.
O petista ainda reclamou de iniciativas adotadas por ministros sem consulta prévia à Casa Civil ou à Advocacia Geral da União.
Lula afirmou que o governo vive um momento de disputa política e ideológica e defendeu maior alinhamento interno da equipe ministerial.
A reunião também foi marcada por críticas às novas medidas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos. O presidente afirmou que o país buscará novos mercados caso perca espaço no mercado norte-americano e orientou os ministros a defenderem a posição do governo sobre o tema.
Assista:
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