O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta 3ª feira (3.jun.2026) que o país recuperou a força econômica ao mesmo tempo em que fortaleceu as instituições democráticas. Durigan argumentou que a capacidade de manter a trajetória de crescimento e o controle inflacionário demonstra que o ciclo atual possui bases sólidas.
Durante reunião ministerial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro divulgou os indicadores econômicos do primeiro trimestre de 2026. O chefe da equipe econômica apresentou os números de expansão da atividade produtiva e da formação bruta de capital fixo e contextualizou os resultados diante das pressões externas enfrentadas pelo país.
Durigan está à frente da Fazenda desde março de 2026, quando o então ministro Fernando Haddad (PT) deixou a pasta para disputar o governo de São Paulo nas eleições de 2026.
O ministro afirmou que a economia brasileira cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, desempenho acima das estimativas do mercado.
A formação bruta de capital fixo avançou 3,5% na comparação com o trimestre anterior. O indicador mede o investimento no país. Segundo Durigan, o resultado contrariou previsões de queda nos investimentos.
Durigan relembrou, sem citar nominalmente, “ameaças à democracia” —uma referência aos atos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores radicais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vandalizaram os prédios da Praça dos Três Poderes. Tanto o Supremo Tribunal Federal quanto o Congresso Nacional tomaram medidas para investigar os envolvidos. A trama golpista foi julgada pelo STF em 2025.
“A gente teve ameaça à democracia, ataques às instituições, um ceticismo na economia, que fazia um tempo eu não via”, afirmou.
“Esse país democrático e soberano voltou a se constituir enquanto economia forte. Isso me dá um orgulho enorme, a mim e ao ex-ministro Fernando Haddad, porque a nossa economia voltou a ser pujante. E veja que não é um trabalho simples que a gente tem, em face dos vários desafios que foram aparecendo no tempo”, afirmou o ministro.
O chefe da equipe econômica defendeu que a política econômica deve continuar sendo conduzida como motor para sustentar avanços sociais e que o sucesso macroeconômico deve ser medido pelo impacto real no cotidiano da população.
“Não basta ter uma economia forte, um país soberano que se defende, que respeita o mundo […]. As pessoas precisam ser as maiores beneficiadas de uma economia forte […] Tudo isso tem que se reverter em dado concreto na vida das pessoas”, declarou.
