Últimas

Caiado e Zema criticam chance de tarifas dos EUA e culpam Lula

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

Os pré-candidatos à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) criticaram nesta 3ª feira (2.jun.2026) a proposta de tarifa dos Estados Unidos contra produtos brasileiros. As críticas dos ex-governadores de Goiás e Minas Gerais, respectivamente, foram feitas a jornalistas na exposição Megaleite, em Belo Horizonte (MG).

Para ambos, a taxação é um reflexo direto de erros na política externa nacional cometidos pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Zema afirmou que a situação demonstra a “inoperância e a incompetência” do governo federal nas relações internacionais. “Durante o governo Lula nós temos assistido o Brasil se aproximar de regimes autoritários […] E se distanciar de países do Ocidente”, afirmou. Quem perde é quem trabalha, quem produz”, completou.

Já Caiado acrescentou que o Itamaraty abandonou sua tradicional política de Estado para adotar um viés ideológico que rompeu o relacionamento com os EUA. Afirmou que falta a Lula capacidade de negociar.

Caiado disse que, caso ele ou Zema cheguem ao Planalto, irão reabrir canais de conversa com o governo norte-americano para evitar que o setor produtivo brasileiro seja prejudicado.

“O que nós não podemos aceitar é que venham taxar aquilo que realmente o Brasil sempre teve […] nós esperamos que esse diálogo seja reaberto. Se nós chegarmos ao governo, se Deus quiser, nós reabriremos esse diálogo para que não tenha retaliação a aço, a móveis”, afirmou o ex-governador de Goiás.

RISCO DE TARIFAÇO

O governo dos EUA propôs nesta, 3ª feira (2.jun.2026), aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos importados do Brasil. O USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) justificou a medida apontando práticas comerciais brasileiras que considera desleais e prejudiciais às empresas norte-americanas. Leia a íntegra da proposta (PDF – 915 kB, em inglês).

Entre as principais queixas da investigação estão barreiras no comércio digital, na proteção à propriedade intelectual e no acesso ao mercado de etanol. Além disso, o relatório cita falhas brasileiras no combate à corrupção, no desmatamento ilegal e aponta o Pix como uma política pública que causa desvantagem injusta para empresas de pagamento americanas, como Visa e Mastercard.

Como a investigação foi conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 dos EUA, o processo exige consultas formais e direito de resposta antes que qualquer sanção entre em vigor. Uma audiência pública sobre o tema está marcada para o dia 6 de julho, e o Brasil tem até o dia 15 de julho para responder oficialmente a todas as reclamações. Depois do encerramento dos prazos legais, a palavra final sobre a aplicação do imposto caberá ao presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano).

Caiado e Zema criticam chance de tarifas dos EUA e culpam Lula — Radar Olhar Aguçado | Radar Olhar Aguçado