O ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo e pré-candidato ao Senado, Guilherme Derrite (PP-SP), disse na 3ª feira (2.jun.2026) que os Estados Unidos não realizarão ações militares no Brasil depois da decisão do governo norte-americano de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Segundo Derrite, a medida não autoriza intervenções militares em território brasileiro, mas amplia a cooperação internacional no combate ao crime organizado.
“Ao contrário do que a esquerda mentirosa está dizendo por aí, que os Estados Unidos agora vão passar a invadir, fazer operações militares no Brasil, não é isso”, afirmou.
De acordo com o ex-secretário, a classificação facilita a cooperação entre os países, especialmente nas áreas de inteligência e rastreamento de recursos financeiros ligados a organizações criminosas, desde que haja interesse do Estado brasileiro.
CRÍTICAS AO GOVERNO
Durante a gravação, Derrite parabenizou Flávio Bolsonaro pela atuação junto ao governo norte-americano para que PCC e Comando Vermelho fossem enquadrados como grupos terroristas.
O ex-secretário também criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que integrantes do Executivo viajaram aos Estados Unidos para fazer “lobby” em defesa das facções criminosas.
ATUAÇÃO NOS EUA
Flávio Bolsonaro afirmou que ele e aliados atuaram para demonstrar às autoridades norte-americanas que PCC e CV deveriam receber a classificação de organizações terroristas.
Segundo o senador, propostas semelhantes chegaram a ser apresentadas no Congresso Nacional, mas não avançaram por falta de apoio da oposição.
No vídeo, Derrite e Flávio defenderam o fortalecimento das forças policiais e disseram que pretendem ampliar as ações de combate ao crime organizado.
Derrite afirmou ainda que o objetivo é “libertar o povo brasileiro desses terroristas”, em referência às áreas sob influência das facções criminosas.
