Durante a sessão deliberativa na 3ª feira (2.jun.2026), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), foi cobrado por outros senadores para instalar uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para investigar o Banco Master. Alcolumbre rebateu as críticas afirmando que os congressistas querem usar a comissão como “palanque eleitoral“.
O senador já havia demonstrado relutância em ler o requerimento de abertura da comissão em 21 de maio, durante uma sessão do Congresso. Ele declarou ter sido criticado por diferentes correntes políticas pela atitude e destacou que a sessão foi convocada para beneficiar os municípios com a derrubada de vetos presidenciais que impediam a doação de bens e serviços pelo poder público.
“Eu passei 4 horas sendo ofendido por todos os congressistas que falaram da CPMI. Não é para passar o Brasil a limpo. É para fazer campanha eleitoral”, afirmou.
Para Alcolumbre, “a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça brasileira” já conduzem as investigações. “Não sei quem é culpado, se é o Banco Central, se são as pessoas que fizeram errado, se é a Comissão de Valores Mobiliários, mas está todo mundo investigando. Querem abrir mais uma CPMI para fazer palanque eleitoral”, disse o presidente do Senado.
Davi voltou a se negar a ler o requerimento e reforçou que a decisão cabe à Presidência do Congresso. “O momento da leitura é um ato discricionário (uma escolha) da Presidência da Mesa do Congresso”, afirmou.
Pedidos
Ao todo, foram protocolados cinco pedidos de abertura de CPI ou CPMI: um na Câmara dos Deputados, três no Senado e um pedido de comissão mista.
Também tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal) pedidos para que o Congresso instale a comissão. Caso a Corte decida favoravelmente, as Casas Legislativas serão obrigadas a criar o colegiado.
