O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou, nesta 3ª feira (2.jun.2026), a proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras. A declaração foi dada em entrevista a jornalistas em um evento de duplicação rodoviária entre Araras e Rio Claro, no interior paulista.
A proposta foi apresentada na 2ª feira (1º.jun.2026) pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos e integra a conclusão da investigação aberta pelo governo norte-americano sobre o Pix e outras práticas consideradas “irrazoáveis”. A decisão final sobre a implementação da tarifa cabe ao presidente Donald Trump (Partido Republicano). Leia a íntegra em inglês (PDF – 915 kB).
“A gente recebe com muita preocupação essa possibilidade de um novo tarifaço. É algo que prejudica o Brasil, prejudica empresas brasileiras e empregos brasileiros, prejudica o agronegócio, prejudica a indústria”, afirmou Tarcísio.
O governador também questionou os critérios utilizados na investigação conduzida pelos Estados Unidos. Segundo ele, o relatório aborda temas nos quais os norte-americanos “não são referência nem exemplo”.
Apelo por negociação
Tarcísio defendeu uma atuação mais intensa da diplomacia brasileira para evitar a entrada em vigor da medida, projetada para 15 de julho.
“A gente espera que haja uma orientação firme do governo federal à nossa diplomacia, que eles possam estabelecer as conversas, entender quais são os interesses por trás de uma medida dessa e defender o interesse nacional”, declarou o governador.
A posição contrasta com manifestações feitas em abril de 2025, quando Tarcísio apoiou a tarifa de 50% anunciada por Trump sobre produtos brasileiros e afirmou que a medida poderia criar uma “janela de oportunidade” para o país.
Também nesta 3ª feira (2.jun), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou ter enviado um ofício ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pedindo que o governo norte-americano não imponha novas tarifas sobre produtos brasileiros.
Caso seja confirmada por Trump, a medida poderá afetar setores como a indústria e o agronegócio, além de impactar empresas exportadoras brasileiras.
