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Governo Lula não pretende rebater EUA sobre novas tarifas

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

O governo dos Estados Unidos concluiu a investigação comercial aberta contra o Brasil em 2025 e propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A decisão foi anunciada na noite de 2ª feira (1º.jun.2026).

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que a medida tem motivação política. O Palácio do Planalto prepara uma nota em resposta ao anúncio. Para o governo Lula, o novo embate econômico pode beneficiar o governo no debate público.

A avaliação do governo é que não há necessidade de rebater ponto a ponto as acusações apresentadas pelos norte-americanos. A posição é a de que as críticas já foram respondidas em carta enviada anteriormente a Washington e que as alegações reproduzem estratégias políticas do governo de Donald Trump (Republicanos). Repetir os argumentos, na visão do Planalto, daria mais relevância ao tema.

Nesta 3ª feira (2.jun.2026), Lula cumpre agenda em Goiás. Paralelamente, ministérios do governo realizam reuniões de emergência para discutir a resposta à medida.

Ainda pela manhã, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, deve se reunir com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), na Vice-Presidência da República. Participam das discussões o secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Itamaraty, Maurício Lyrio, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que espera a continuidade do diálogo com o governo brasileiro antes do prazo de 15 de julho de 2026. A estratégia de negociação do lado brasileiro passa pelo grupo de trabalho criado em maio pelos 2 países.

O prazo para avanços nas negociações termina em 15 de julho.

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