O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou na 2ª feira (1º.jun.2026) no X uma crítica ao ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski e o chamou de “atual ministro da Justiça” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lewandowski foi ministro da Justiça e Segurança Pública, mas deixou o cargo em 8 de janeiro de 2026.
Na publicação, Eduardo reagiu a uma fala de Lewandowski no 14º Fórum de Lisboa, em Portugal, sobre a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.
“Ex-juiz da suprema corte e atual ministro da Justiça de Lula, Ricardo Lewandowski, diz que a designação dos EUA de CV e PCC como organizações narcoterroristas ameaça a soberania brasileira e poderia prejudicar líderes empresariais”, escreveu Eduardo.

Lewandowski declarou na 2ª feira (1º.jun.2026), durante o painel “Pacto federativo: governança democrática e sustentabilidade fiscal”, que a medida do governo dos Estados Unidos “pode representar um atentado à democracia e dificultar os investimentos estrangeiros” no Brasil.
O ex-ministro disse também que a segurança pública exige “coordenação centralizada”. Segundo ele, o crime organizado ultrapassa as fronteiras estaduais e nacionais.
“Entregamos toda a responsabilidade da segurança pública aos Estados […] hoje há um crime organizado que ultrapassa as fronteiras estaduais e nacionais. […] É preciso que tenhamos uma coordenação centralizada. Por isso, propus a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública para que haja uma coordenação entre as forças de segurança”, afirmou Lewandowski.
Assista ao discurso de Lewandowski (18min54s):
Eduardo classificou a posição como defesa de “narcoterrorista”. “Eu não esperava nada menos de políticos que entram em áreas controladas por esses terroristas sem qualquer resistência, abertamente e em termos amigáveis”, escreveu o ex-deputado.
Lewandowski pediu demissão do Ministério da Justiça em 8 de janeiro. Na ocasião, afirmou que deixava o cargo “por razões de caráter pessoal e familiar”. Lula escolheu o advogado Wellington César Lima e Silva para comandar a pasta em 13 de janeiro.
Lima e Silva foi advogado-geral da Petrobras e já havia ocupado o Ministério da Justiça por 11 dias em 2016, durante o governo Dilma Rousseff (PT). Ele é o 3º titular da pasta no 3º mandato de Lula, além do interino Manoel Carlos de Almeida Neto.
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