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Alcolumbre diz que PEC do fim da escala 6 X 1 vai passar por comissões

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou nesta 3ª feira (2.jun.2026) que a PEC do fim da escala 6 X 1 deverá tramitar por comissões da Casa antes de ser votada no plenário. Segundo ele, a proposta ainda será discutida com líderes partidários e com o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), senador Otto Alencar (PSD-BA), na próxima semana.

Ao ser questionado sobre a previsão de votação da proposta na CCJ, Alcolumbre disse que há diferentes pedidos de senadores sobre o rito de tramitação do texto, incluindo sugestões de PECs paralelas e a criação de uma comissão especial para analisar o texto.

“Vi na imprensa que alguns senadores falaram em reserva que querem que a PEC tramite apenas na CCJ, mas quero dizer, como presidente do Senado, que essa PEC tem que tramitar nas comissões”, declarou.

Segundo Alcolumbre, senadores cobram para que as propostas aprovadas pela Câmara não sejam apenas ratificadas pela Casa. “O Senado não pode ser uma casa carimbadora de projetos que vêm da Câmara. Não é razoável que a Câmara passe 5 meses debatendo um assunto relevante para o Brasil e o Senado seja obrigado a carimbar”, afirmou.

O presidente do Senado disse não ser “a favor nem contra” a proposta, mas defendeu que a discussão ocorra com “diálogo e construção”. Para ele, o Senado precisa ter “tempo razoável” para analisar o texto, ouvir o setor produtivo e discutir possíveis mudanças. 

“Espero que o Senado possa ter um tempo razoável para desenvolver o debate com essa envergadura e magnitude, para que os senadores possam ler e interpretar o texto, ouvir os setores envolvidos e ouvir a classe operária, disse.

Alcolumbre também afirmou que o Senado tem o direito de propor alterações na PEC. “Seria razoável o Senado poder melhorar o texto sem pressa. Ninguém pode dizer que o Senado, como Casa revisora, não tenha o direito de opinar e discutir”, declarou.

O senador criticou a pressão exercida nas redes sociais sobre a tramitação da proposta, e disse que os congressistas não podem ser cobrados a votar matérias de forma acelerada.

“Rede social ou ator não pode cobrar do Senado que a matéria chegue de manhã e a gente vote de tarde, porque eu estaria desconsiderando o papel relevantíssimo de cada senador”, afirmou.

Alcolumbre também disse que o ambiente político atual empurra congressistas a “escolher um lado” em todos os debates e defendeu que os senadores tenham autonomia para formar convicção sobre a proposta.

“Não me obrigue, não me ataque, não me ofenda. Vou decidir com minha consciência meu voto no tempo adequado”, declarou.

Ao comentar as críticas recentes recebidas durante sessão do Congresso, o presidente do Senado afirmou ter sido atacado por senadores da esquerda e da direita por não ter lido um requerimento de CPI sobre o Banco Master. Segundo ele, há investigações em andamento conduzidas pela Polícia Federal e pela Justiça brasileira. “Querem abrir CPI para palanque eleitoral”, disse.

CÂMARA APROVOU A PEC  

A Câmara dos Deputados aprovou, na 4ª feira (27.mai.2026), a PEC que muda a escala de trabalho do regime 6 X 1 para o 5 X 2 e reduz a jornada semanal de 44 horas para 40 horas. O texto seguiu para análise do Senado.

A PEC foi aprovada em 1º turno por 472 votos a favor e 22 contra e, em 2º turno, por 461 votos favoráveis e 19 contrários. Eram necessários pelo menos 308 votos a favor em cada rodada para aprovar. Leia a íntegra (PDF – 527 kB).

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