O ministro aposentado do STF e ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski afirmou nesta 2ª feira (1º.jun.2026) que a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas “pode representar um atentado à democracia e dificultar os investimentos estrangeiros” no Brasil.
A declaração foi dada durante o painel “Pacto federativo: governança democrática e sustentabilidade fiscal”, no 14º Fórum de Lisboa, em Portugal.
Lewandowski disse ser necessária uma “coordenação centralizada” na área da segurança pública.
“Entregamos toda a responsabilidade da segurança pública aos Estados […] hoje há um crime organizado que ultrapassa as fronteiras estaduais e nacionais. [...] É preciso que tenhamos uma coordenação centralizada. Por isso, propus a PEC da Segurança Pública para que haja uma coordenação entre as forças de segurança”, afirmou.
Segundo ele, porém, houve uma “certa desfiguração” da proposta na Câmara.
14º FÓRUM DE LISBOA
O tema do Fórum de Lisboa deste ano é “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais”. Todos os debates serão realizados de 1º a 3 de junho na Universidade de Lisboa.
O evento terá a presença de nomes como Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, Magda Chambriard, presidente da Petrobras, e Aloízio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
O número total de participantes no Fórum de Lisboa aumentou de 360 em 2025 para 450 em 2026. É um recorde para o evento. Mas o total de autoridades brasileiras caiu com relação ao ano passado –a única exceção é no Legislativo, que terá 2 congressistas a mais neste ano. A mudança de embocadura do tema central do encontro, mais globalizado, é a razão de haver mais palestrantes de outros países e não apenas do Brasil e de Portugal.
O 14º Fórum de Lisboa recebeu o Alto Patrocínio da Presidência da República Portuguesa, dada pelo presidente português a iniciativas, eventos, congressos, projetos ou comemorações que são considerados de especial interesse público, relevância cívica, cultural, científica, social ou econômica para Portugal.
Não se trata de conceder financiamento ou apoio material. É uma chancela de reconhecimento e prestígio institucional.
A distinção, segundo a organização do evento, “reconhece a relevância institucional, acadêmica e cívica do evento, bem como sua contribuição para o fortalecimento do debate democrático e para a reflexão sobre os desafios contemporâneos enfrentados por Portugal, pelo Brasil e pela comunidade internacional”.
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