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Empresas perderão espaço com a reforma tributária, diz advogado

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 8 horas)
Empresas perderão espaço com a reforma tributária, diz advogado

A reforma tributária entrou em uma fase operacional decisiva para as empresas brasileiras e ainda há companhias que subestimam os impactos da transição para o novo sistema. 

O alerta foi feito pelo estrategista de negócios e fundador da M&A Advogados, Gustavo Maffioletti, em entrevista ao Poder360 em 27 de maio de 2026. Segundo ele, empresas que demorarem para adaptar contratos, sistemas e processos podem perder competitividade a partir de 2027.

Assista (13min33s):

O prazo para envio de sugestões aos regulamentos da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) termina em 31 de maio de 2026. Para Maffioletti, o momento é relevante porque permite ao setor produtivo comunicar inconsistências e dificuldades operacionais antes da implementação definitiva do novo modelo tributário.

Maffioletti, 30 anos, é estrategista de negócios e fundador da M&A Advogados. Atuou na coordenação jurídica de 13 operações corporativas nas Américas nas áreas cível, societária, tributária e de compliance. É pós-graduado em direito bancário e mercado financeiro pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, em Direito Tributário pela PUC-RS e possui MBA em gestão empresarial pela Fundação Getulio Vargas.

Segundo o especialista, um dos principais erros das empresas é tratar a reforma como uma questão restrita aos departamentos contábil e jurídico. Ele afirmou que a mudança terá efeitos sobre precificação, logística, tecnologia, contratos e fluxo de caixa.

“O segmento de serviços é um dos que mais vai ser impactados pela reforma”, declarou. Segundo ele, empresas de serviços terão menos créditos tributários para compensação no novo sistema baseado na não cumulatividade.

Maffioletti também deu ênfase ao impacto do split payment, mecanismo que direcionará automaticamente parte dos pagamentos ao Fisco no momento da transação. Hoje, as empresas utilizam o intervalo entre a venda e o recolhimento do tributo como capital de giro.

“A empresa vai receber somente o valor líquido da venda e a parte do tributo já será direcionada”, disse.

O tributarista afirmou ainda que os sistemas tecnológicos das empresas ainda estão atrasados para suportar as novas exigências fiscais e alertou para riscos de inconsistências de dados durante a transição.

“Quem se planejar com antecedência vai ter diferencial no mercado em 2027”, declarou.

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