Durante a votação da PEC que extingue a escala 6 X 1, nesta 4ª feira (27.mai.2026), o PL apresentou na Câmara um destaque de prefência para que fosse votada a proposta da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que reduz a jornada de trabalho para 36 horas semanais, em vez do texto aprovado na comissão especial, que estabelece um teto de 40 horas.
A estratégia do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro era colocar o governo Lula numa sinuca de bico. O PL, assim como o Planalto, sabe que não há acordo para aprovar uma redução dessa magnitude e que a proposta seria modificada no Senado, o que a levaria a uma nova análise dos deputados. Dessa forma, a redução só entraria em vigor depois das eleições.
O texto apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), costurado em conjunto com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), estabelece, além do teto semanal de 40 horas, duas folgas remunedas e transição de 14 meses. Foi o meio-termo encontrado e o governo não tem como votar contra.
manobra do pt
O líder do Governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT), apresentou, já durante a votação, uma emenda aglutinativa –espécie de substitutivo ao texto original– com o mesmo conteúdo do texto de Leo Prates, que havia sido aprovado antes na comissão especial.
Pelo regimento, emendas aglutinavas devem ser votadas antes de destaques de prefência. A votação foi simbólica e o texto apresentado pelo líder do Governo foi aprovado em segundos. Dessa forma, o destaque apresentado pelo PL caiu.
