O TST (Tribunal Superior do Trabalho) escolheu nesta 4ª feira (27.mai.2026) uma lista tríplice formada por desembargadores do Norte e do Nordeste para a vaga aberta com a aposentadoria da ministra Dora Maria da Costa, em janeiro deste ano. A relação será enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que escolherá 1 dos nomes para indicação ao Senado.
Foram selecionados:
- Maria de Nazaré Medeiros Rocha, do TRT da 8ª Região, que abrange Pará e Amapá;
- Sergio Torres Teixeira, do TRT da 6ª Região, em Pernambuco;
- Herminegilda Leite Machado, do TRT da 13ª Região, na Paraíba.
A lista reúne representantes de cortes trabalhistas fora do eixo Sul-Sudeste.
A escolha foi feita pelo Pleno do TST, em votação secreta. Depois da indicação pelo presidente da República, o nome escolhido será submetido à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado e, se aprovado, seguirá para votação no plenário da Casa antes da nomeação.
QUEM SÃO OS NOMES
Maria de Nazaré Medeiros Rocha é desembargadora do TRT-8, com atuação na Justiça do Trabalho do Pará e do Amapá com mais de 30 anos de atuação na magistratura trabalhista e a apresentou como representante da Amazônia na disputa por uma vaga no TST.
Sergio Torres Teixeira é desembargador do TRT-6, em Pernambuco, e tem perfil acadêmico mais conhecido entre os nomes da lista. Mestre e doutor em Direito pela UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), foi convocado para atuar no TST em 2021 e integrou a vice-presidência do TRT-6 no biênio 2023-2025.
Herminegilda Leite Machado é desembargadora do TRT-13, na Paraíba, e completa a presença nordestina na lista. A escolha reforça o recorte regional da disputa e mantém duas mulheres entre os 3 nomes que serão enviados ao Palácio do Planalto.
PRÓXIMOS PASSOS
A lista tríplice será enviada ao presidente Lula, responsável por escolher 1 dos 3 nomes para ocupar a vaga no TST. Depois da indicação pelo Planalto, o escolhido será submetido ao Senado.
No Senado, a indicação passa primeiro pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), onde o indicado é sabatinado pelos senadores. Depois da sabatina, a comissão vota o parecer sobre a indicação. Se aprovado na CCJ, o nome segue para análise do plenário do Senado.
A aprovação final depende de maioria absoluta dos senadores, ou seja, ao menos 41 votos favoráveis entre os 81 integrantes da Casa. Só depois dessa etapa o nome pode ser nomeado pelo presidente da República e tomar posse como ministro do TST.
Pela Constituição, o TST é composto por 27 ministros. Parte das cadeiras é destinada a integrantes da magistratura trabalhista, e parte a nomes oriundos da advocacia e do Ministério Público do Trabalho, pela regra do quinto constitucional.
