O Superior Tribunal de Justiça cortou penduricalhos pagos ao ministro Marco Buzzi, investigado por importunação sexual e afastado cautelarmente da Corte desde 10 de fevereiro de 2026. Com a mudança, a remuneração líquida do magistrado caiu para R$ 35.100 em maio.
Antes do corte, Buzzi recebia mais de R$ 100 mil por mês mesmo afastado das funções. As verbas extras vinham sendo questionadas desde fevereiro, quando o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu a suspensão da remuneração do ministro durante o afastamento.
O Poder360 mostrou em 12 de fevereiro que o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado havia acionado o TCU para pedir a suspensão dos pagamentos. À época, a representação também solicitava a apuração dos valores já pagos a Buzzi desde o início do afastamento.
Buzzi foi afastado por decisão unânime do Pleno do STJ. Segundo nota da Corte publicada na época, o afastamento é “cautelar, temporário e excepcional” e impede o ministro de usar gabinete, carro oficial e demais prerrogativas do cargo.
AFASTAMENTO
Buzzi já estava em licença médica quando foi afastado em 10 de fevereiro por decisão unânime do Pleno do STJ. Segundo nota da Corte publicada na época, o afastamento é “cautelar, temporário e excepcional” e impede o ministro de usar gabinete, carro oficial e demais prerrogativas do cargo.
O ministro é investigado por suspeita de importunação sexual contra uma jovem de 18 anos em Balneário Camboriú, em 9 de janeiro de 2026. O caso também tramita no STF sob relatoria de Nunes Marques. A defesa de Buzzi nega as acusações e afirma que o ministro não cometeu ato impróprio.
ENTENDA O CASO
O caso foi revelado depois de relatos levados ao STJ por 3 ministras da Corte. Buzzi já estava em licença médica quando o Pleno decidiu afastá-lo cautelarmente durante a apuração interna. Em abril, o STJ abriu PAD (Processo Administrativo Disciplinar) contra Buzzi e manteve o afastamento até o fim da apuração.
O processo disciplinar corre em sigilo. O ministro também é alvo de investigação no Supremo Tirbunal Federal, sob relatoria do ministro Nunes Marques, por suspeita de importunação sexual contra uma jovem de 18 anos em Balneário Camboriú, em 9 de janeiro.
A defesa pediu ao Supremo a exclusão de provas do caso e criticou vazamentos de informações sobre a investigação. O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) informou que a apuração corre sob sigilo para preservar a intimidade da vítima. Buzzi, contudo, nega as acusações.
