Aldo Rebelo foi expulso do DC (Democracia Cristã) por decisão do juiz eleitoral Tiago Machado na 2ª feira (25.mai.2026). A decisão confirma deliberação da direção nacional do partido, segundo o jornalista Fábio Zanini, da Folha de S.Paulo.
Aldo ainda se apresenta como pré-candidato à Presidência pela sigla e deve recorrer. A exclusão do ex-ministro dos quadros partidários já foi registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo o jornal.
A disputa no DC se intensificou depois de a legenda passar a defender a filiação do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa para lançá-lo como pré-candidato ao Planalto. Barbosa ainda não confirmou se disputará a eleição e condiciona eventual candidatura à existência de estrutura partidária adequada.
Aldo criticou a articulação interna e classificou Barbosa como um nome “clandestino” dentro do partido. Também fez acusações contra o presidente nacional da legenda, João Caldas, associando-o ao caso Master. A reação contribuiu para a abertura do processo interno que resultou em sua expulsão.
O DC divulgou nos últimos dias manifestações de apoio a Joaquim Barbosa. No domingo (24.mai.2026), presidentes estaduais da sigla declararam apoio à pré-candidatura do ex-ministro. Antes, lideranças da região Nordeste do partido também haviam defendido seu nome para disputar a Presidência.
A mudança de posição da legenda contrariou Aldo, que afirmava manter sua pré-candidatura. O ex-ministro também avaliava recorrer à Justiça para contestar a substituição do nome apoiado pelo partido.
NOVO PRÉ-CANDIDATO
Joaquim Barbosa integrou o STF de 2003 a 2014, quando se aposentou 10 anos e 2 meses antes da idade limite prevista pela Constituição. Ele chegou a ser cotado para disputar a Presidência em 2018, mas desistiu.
Para concorrer pelo DC, Barbosa precisará estar filiado ao partido pelo menos 6 meses antes da eleição, conforme exige a legislação eleitoral.


