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Após reunião com Durigan, deputados dizem que União não ajudará BRB

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

A deputada federal Erika Kokay (PT-RF) e o deputado distrital Chico Vigilante (PT) disseram nesta 4ª feira (27.mai.2026) que o BRB não terá garantia da União para viabilizar uma operação financeira relacionada à exposição ao Banco Master.

Segundo os congressistas, a saída discutida com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, envolve um empréstimo estruturado pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), com participação de bancos públicos e privados. As declarações foram dadas depois de reunião no Ministério da Fazenda.

Os petistas disseram que o governo federal aceita ampliar a capacidade de endividamento do Governo do Distrito Federal, hoje limitada a R$ 900 milhões, para permitir a operação. Declararam que a União não dará qualquer aval direto ao BRB.

O tema ganhou relevância depois da pressão sobre o banco estatal brasiliense e do atraso na divulgação do balanço financeiro.

Segundo Kokay, o financiamento será articulado por um “consórcio de bancos”, incluindo Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, além de instituições privadas. Afirmou que as condições do empréstimo, como taxa de juros, prazo de carência e tempo de pagamento, ainda estão em discussão.

O deputado Chico Vigilante declarou que o governo federal só ampliará o limite de crédito do Distrito Federal. Segundo ele, o GDF necessita de R$ 5 bilhões de forma imediata. “A ampliação respeitará os limites estabelecidos pelo Senado Federal para operações de crédito de entes federativos”, disse.

Kokay também afirmou que a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), se comprometeu a apresentar um plano de ajuste fiscal como contrapartida para a ampliação da capacidade de endividamento. Segundo ela, os fundos de participação recebidos pelo DF poderão servir como contragarantia da operação financeira.

Ao comentar o atraso na divulgação do balanço do BRB, Vigilante disse que o banco paga multa diária de R$ 50.000 desde 30 de março por não apresentar os números dentro do prazo estabelecido. Declarou que uma eventual atuação do Banco Central do Brasil depende de critérios técnicos e não apenas do calendário de publicação do balanço.

Os deputados afirmaram que uma nova reunião sobre o tema deve ser realizada na 5ª feira (28.mai), quando o governo e os bancos envolvidos poderão definir as condições finais da operação.

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