O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta 3ª feira (26.mai.2026) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) ainda precisa esclarecer sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso em investigações sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
A Polícia Federal apura se Flávio teria ido à casa de Vorcaro para cobrar valores ligados ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso envolve suspeitas sobre a origem e o destino dos recursos destinados à produção.
“Eu acho que tem muitas questões que ele mesmo precisa explicar. A população está vendo esse escândalo do Banco Master, que agride a sociedade como um todo. Isso deixa todo mundo em alerta e tudo precisa ser bem explicado”, disse Tarcísio durante evento na Zona Norte da capital paulista, na entrega de uma estação de tratamento de esgoto.
Apesar das críticas, o governador negou qualquer afastamento político do senador e afirmou que Flávio segue como aliado. Ele também comentou a viagem do parlamentar aos Estados Unidos, onde busca agendas políticas e se reuniu com o presidente Donald Trump (Partido Republicano) nesta 3ª feira (26.mai). Para Tarcísio, esse tipo de articulação é “natural” para alguém que se coloca como pré-candidato à Presidência.
O governador disse ainda que não tem participado de agendas recentes com Flávio por estar concentrado na administração estadual. “Eu estou governando o estado. Quando é que eu vou pensar em eleição? No período da campanha”, afirmou.
Relembre
Flávio Bolsonaro afirmou no dia 19 de maio que se reuniu com Daniel Vorcaro depois da 1ª prisão do banqueiro, no fim de 2025. Segundo ele, o encontro teve como objetivo encerrar pendências relacionadas ao financiamento de “Dark Horse”.
De acordo com apurações do Intercept Brasil, o projeto cinematográfico teria recebido cerca de R$ 61 milhões ligados a Vorcaro antes da prisão do banqueiro, o que levou o caso a ser reavaliado pelas autoridades.
Vorcaro foi preso em novembro de 2025 no aeroporto de Guarulhos ao tentar deixar o país, no âmbito das investigações sobre fraudes no Banco Master. Ele chegou a ser solto por decisão do TRF-1, mas voltou à prisão em março de 2026 depois da nova ordem do STF (Supremo Tribunal Federal), no avanço do inquérito conduzido pela Polícia Federal.
