A Polícia Federal informou na 2ª feira (25.mai.2026) que apreendeu uma peça arqueológica de cultura pré-colombiana da América Hispânica comercializada de forma indevida em um leilão virtual em 2020.
A ação foi realizada na última 6ª feira (22.mai), no Rio, durante a operação Pré-Colombiana. Policiais federais cumpriram mandado de busca e apreensão em um apartamento onde mora a viúva de um diplomata morto. Segundo a PF, ele teria comprado a peça no leilão investigado.
A investigação começou depois de notícia-crime apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O órgão informou à PF ter identificado peças arqueológicas de culturas pré-colombianas da América Hispânica no catálogo de uma empresa especializada em leilões virtuais sediada no Rio.
A PF não informou o nome do diplomata, da viúva nem da empresa responsável pelo leilão. Também não detalhou o tipo da peça apreendida, seu valor estimado ou o país de origem do objeto.
Bens arqueológicos pré-colombianos são peças produzidas por povos das Américas antes da colonização europeia. A expressão abrange objetos ligados a civilizações e culturas anteriores à chegada de Cristóvão Colombo ao continente, em 1492.
O caso envolve regras nacionais e internacionais sobre circulação de bens culturais. O Brasil promulgou em 1973 a Convenção da Unesco de 1970, em que os países devem adotar medidas contra a circulação irregular desse tipo de patrimônio e cooperar para a recuperação de itens retirados ilegalmente de seus locais de origem.
A operação foi conduzida pela Superintendência da PF no Rio. A corporação não informou se há investigados formalmente indiciados nem quais crimes são apurados no caso.
