O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarca no Amazonas nesta 3ª feira (26.mai.2026) para a 1ª visita à região Norte em 2026. A agenda inclui inaugurações pontes e entrega de casas em Manaus. No plano de fundo, Lula ainda precisa consolidar o palanque petista no Estado antes das eleições de outubro.
A viagem foi remarcada mais de uma vez. Lula deve ficar no Amazonas em 26 e 27 de maio. Será a 4ª visita oficial do presidente ao Estado no atual mandato. As anteriores foram em agosto de 2023 (Parintins), setembro de 2024 (Manaquiri, Tefé e Manaus) e setembro de 2025 (Manaus, com foco em segurança pública).
Na BR-319, o petista inaugura as pontes sobre os rios Curuçá e Autaz Mirim, no km 24 da rodovia e lança a pedra fundamental da ponte sobre o Igapó-Açu, no km 260. Também está prevista a entrega de unidades habitacionais no Parque das Tribos, o maior bairro indígena urbano de Manaus.
Contando a agenda em Manaus, Lula fez neste ano 36 viagens em 11 Estados do país.
Foram elas:

PALANQUE NO AMAZONAS
O palanque no Estado ainda não está definido, mas alguns nomes já são sondados.
São eles:
- Omar Aziz (PSD): pré-candidato ao governo, deve receber apoio formal de Lula;
- Eduardo Braga (MDB): senador candidato à reeleição e principal articulador da visita;
- Marcelo Ramos (PT): ex-vice-presidente da Câmara, concorre à 2ª vaga no Senado;
- David Almeida (Avante): ex-prefeito de Manaus, aliado do bloco governista local.
Lula quer consolidar um bloco competitivo no Estado antes de o calendário partidário travar as composições. No Amazonas, o PT disputa espaço com o MDB na chapa majoritária.
O partido reivindica a vaga de Marcelo Ramos ao Senado ao lado de Braga. Parte do MDB teme que 2 candidatos de centro-esquerda dividam votos e abram espaço para a direita.
Em março, ao menos 16 diretórios estaduais do MDB assinaram uma carta pedindo que a legenda seja independente nas eleições. “Defendemos a independência dos diretórios e do partido de modo geral na eleição presidencial, focando nossas ações prioritariamente nos processos eleitorais regionais e nas composições para as Casas Legislativas”, declaram em um trecho do manifesto.
Levantamento da AtlasIntel de maio de 2026 mostra que a rejeição ao governo federal no Amazonas chega a 55%. O cenário torna a montagem do palanque ainda mais delicada: uma chapa muito identificada com o PT pode alimentar a oposição liderada pelo deputado Capitão Alberto Neto (PL), que aparece com 20,5% das intenções de voto para o Senado.

