O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou nesta 3ª feira (26.mai.2026) a embaixada do Brasil nos EUA por não ceder espaço para falar com a imprensa após uma reunião com o presidente norte-americano Donald Trump.
Em nota, o senador disse que o órgão é uma “extensão partidária do PT” e não pode ser usado de “forma seletiva para atender conveniências ideológicas”.
“Na medida em que o senador Flávio Bolsonaro, um parlamentar eleito e uma das principais lideranças políticas do País, se reúne com o homem mais poderoso do mundo, causa estranheza que a embaixada não aceite um pedido simples para ceder espaço para atendimento à imprensa”, diz um trecho da nota.
Flávio havia solicitado um espaço na embaixada mais cedo, mas não teve resposta. O senador se reuniu com Trump na Casa Branca durante a tarde. Durante o encontro, pediu que o norte-americano classifique as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como terroristas.
Flávio Bolsonaro desembarcou em Washington na 2ª feira (25.mai). O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) planeja permanecer na capital norte-americana até 4ª feira (27.mai). O encontro com o presidente dos EUA foi articulado por Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo.
Além do encontro com o presidente norte-americano, Flávio deve participar de reuniões com outros integrantes do governo dos Estados Unidos. Segundo aliados, estão previstas conversas com integrantes do alto escalão do Departamento de Estado.
O Poder360 procurou a embaixada do Brasil nos EUA mas não obteve resposta até a publicação dessa reportagem.
Eis a íntegra da nota de Flávio:
“A embaixada brasileira representa o Estado brasileiro e não interesses partidários do PT ou do governo Lula. É inadmissível que um espaço público, que pertence ao povo brasileiro, seja utilizado de forma seletiva para atender conveniências ideológicas. Na medida em que o senador Flávio Bolsonaro, um parlamentar eleito e uma das principais lideranças políticas do País, se reune com o homem mais poderoso do mundo, causa estranheza que a embaixada não aceite um pedido simples para ceder espaço para atendimento à imprensa. A pergunta que fica é: desde quando a diplomacia brasileira passou a agir como extensão partidária do PT? Em uma democracia de verdade, as instituições devem servir ao Brasil, e não a um grupo político. O povo brasileiro espera imparcialidade, respeito institucional e maturidade democrática, não aparelhamento ideológico de estruturas que pertencem à nação”.
