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Bayer critica pedido de proibição de herbicida no Brasil

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

A Bayer, multinacional alemã, emitiu uma nota na qual critica o pedido de proibição do glifosato, herbicida mais comercializado do mundo e amplamente usado pelo agronegócio brasileiro. No texto, a empresa afirma que o “glifosato pode ser utilizado com segurança e não é carcinogênico”.

A proibição é resultado de uma ação do MPT (Ministério Público do Trabalho) protocolada na 6ª feira (23.mai.2026) contra a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o governo federal, que pede pelo fim do registro de produtos com glifosato no Brasil. 

Caso a proibição seja aceita, serão suspensas as autorizações para produção, exportação, importação, comercialização e uso do químico ativo e seus compostos. A justificativa do pedido são os riscos à saúde humana e ao ambiente de trabalho. 

Meses atrás, a revista científica Regulatory Toxicology and Pharmacology retirou a publicação de um estudo em que afirmava não haver riscos à saúde associados ao glifosato depois de “potenciais conflitos de interesse dos autores”.  A Bayer chamou a retratação do artigo de “altamente controversa”.

O relatório científico fazia referência específica ao herbicida Roundup, da Bayer. O glifosato é considerado pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer como “provavelmente cancerígeno para humanos” desde 2015. 

Leia a íntegra da nota da Bayer:

“Autoridades científicas regulatórias em todo o mundo –incluindo o Brasil– têm reiteradamente concluído, em suas revisões periódicas ao longo de muitos anos, que o glifosato pode ser utilizado com segurança e não é carcinogênico. Estamos confiantes de que os fatos baseados em ciência prevalecerão ao longo do processo.

A retratação do artigo mencionado foi altamente controversa, com mais de 60 cientistas se manifestando contra essa decisão. Além disso, por ter sido publicado há 25 anos, o estudo sequer foi considerado pela União Europeia em seu mais recente processo de avaliação e aprovação. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) e a Health Canada também afirmaram que a retratação do artigo não alteraria suas avaliações sobre o glifosato.

O artigo em questão é uma revisão de estudos conduzidos de forma adequada, que foram apresentados separadamente às autoridades reguladoras para análise, e não contém dados originais”.

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